sábado, 21 de janeiro de 2017

Pantanal Matogrossense

I - Introdução


O Pantanal Matogrossense, é um bioma constituído principalmente por uma savana estépica, alagada em sua maior parte, com 250 mil quilômetros quadrados de extensão, altitude média de 100 metros. 

Está situado no sul de Mato Grosso e no noroeste de Mato Grosso do Sul,  além de também englobar o norte do Paraguai e leste da Bolívia (que é chamado de chaco boliviano).

A região é considerada pela UNESCO como Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera. Em que pese o nome, há um reduzido número de áreas pantanosas na região pantaneira. Além disso, tem poucas montanhas, o que facilita o alagamento.




Aspectos Geográficos

O Pantanal é formado por uma planície e está situado na Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai. Recebe uma grande influência do Rio Paraguai e seus afluentes, que alagam a região formando extensas áreas alagadiças e favorecendo a existência de uma rica biodiversidade. A época de chuvas e cheias dos rios ocorre durante os meses de novembro a abril.

O clima do Pantanal é úmido (alto índice pluviométrico), quente no verão e seco e frio na época do inverno.

II - As cidades


A região do pantanal para quem vem de Cuiabá, começa na cidade de Poconé que fica a 103 Km de Cuiabá tomando cerca de uma hora e meia de carro.


Poconé


Poconé foi descoberta por Luiz de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, em 1777, após ter sido achado ouro na região. Seu primeiro nome foi Beripoconé, nome proveniente de uma tribo indígena que habitava a área. Em 21 de janeiro de 1781, sob ordens de Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, Antonio José Pinto de Figueiredo criou a Ata de fundação do Arraial de São Pedro d’El Rey. O nome Arraial de Beripoconé não foi usado pelo gentílico ser considerado bárbaro, derivando do gentio "habitou nesta paragem".



Em 25 de outubro de 1831, o Decreto Geral do governo regencial criou o município, junto com seus limites políticos atuais, de Villa de Poconé, o último nome sendo uma modificação do nome original.





xpoco




No Hotel Pantanal que fica a cerca de 60 Km de Poconé pode-se pegar um barco e explorar um pouco da fauna e flora da região.


Pantanal Mato Grosso Hotel



III - Fauna na região do Pantanal


O ecossistema do Pantanal é muito diversificado, abrigando uma grande quantidade de animais, que vivem em perfeito equilíbrio ecológico. Podemos encontrar, principalmente, as seguintes espécies: jacarés, capivaras, peixes (dourado, pintado, curimbatá, pacu), ariranhas, onça-pintada, macaco-prego,veado-campeiro, lobo-guará, cervo-do-pantanal, tatu, bicho-preguiça, tamanduá, lagartos, cágados, jabutis, cobras (jibóia e sucuri) e pássaros (tucanos, jaburus, garças, papagaios, araras, emas, gaviões). Além destes citados, que são os mais conhecidos, vivem no Pantanal muitas outras espécies de animais. (http://www.suapesquisa.com/geografia/pantanal.htm)



a) Jacarés


O jacaré-do-pantanal não é agressivo ao ser humano e outros mamíferos. Ele pode muda de cor para se camuflar e só ataca quando é ameaçado; Ele atinge 2,5 metros de comprimento e alimenta-se de peixes. No período de seca eles permanecem junto às pequenas poças de água se alimentando do resto de peixe existente. Eles convivem com o gado, búfalos e pássaros de uma maneira pacífica.


jacarés do pantanal
gado convivendo com os jacarés




jacarés enfileirados
Búfalos em convivência com os jacarés

b) Gado e Búfalos

Uma grande criação de gado existe na região do pantanal. Como o clima varia entre secas e alagamentos, a movimentação do gado no período de cheia é obrigatória. Um alerta deve ser feito para não haver o desequilíbrio com uma presença muito grande de gado introduzindo o desequilíbrio na ecologia do local. 



c) Capivaras


A capivara é uma espécie de mamífero roedor. Na realidade, é o maior roedor do mundo, pesando em média 50 Kg . Mede até 1,2 m de comprimento e 60 cm de altura. A pelagem é densa, de cor avermelhada a marrom escuro

É um animal adaptável e pode ser encontrada em inúmeros ambientes mesmo os altamente alterados pelo homem, principalmente em pastagens e canaviais. Pode alcançar altas densidades nesse locais se não caçada, sendo considerada uma praga em algumas ocasiões.

As capivaras são animais sociais, vivendo em bandos que em média têm entre 10 e 30 animais. Alguns estudos apontam grupos com até 100 indivíduos. Em todos os locais em que a capivara foi estudada, ela forma grupos. 

Outra razão para a caça são os danos causados pelas capivaras à agricultura. Particularmente nas plantações elas podem causar estragos consideráveis e em alguns lugares são consideradas uma praga. As capivaras também são perseguidas pelos proprietários de pastagens, especialmente durante a estação seca, já que são consideradas concorrentes ao alimento do gado

Dado as adaptações de seu sistema digestório, a capivara é um animal herbívoro, se alimentando principalmente de gramíneas. Entretanto, é seletiva nas espécies de planta que consome, escolhendo aquelas que possuem altas quantidades de proteínas.







Em alguns lugares a capivara é objeto de caça devido a sua tendencia de alta reprodução. Elas podem originar danos à agricultura. Particularmente nas plantações elas podem causar estragos consideráveis e em alguns lugares são consideradas uma praga. As capivaras também são perseguidas pelos proprietários de pastagens, especialmente durante a estação seca, já que são consideradas concorrentes ao alimento do gado
A carne da capivara não é apreciada em todos os lugares, já que pode ter cheiro forte e provocar doenças de pele. É consumida principalmente na Venezuela, onde é seca e salgada e é consumida preferencialmente em dias de jejum.

c) Pássaros


Cerca de 650 aves habitam a região pantaneira, algumas delas em risco de extinção, como sua ave símbolo o tuiuiu.

Tuiuiu ou Jaburu: 


O Tuíuiu é a ave símbolo do Pantanal. É uma ave pernalta, tem pescoço nu e preto e, na parte inferior, o papo também nu mas vermelho. A plumagem do corpo é branca e a das pernas é preta e a ave chega a ter 1,4 metros de comprimento e pesar oito quilogramas. A envergadura (a distância entre as pontas das asas abertas) pode chegar a quase três metros. O bico tem trinta centímetros, é preto e muito forte. 





O habitat do jaburu são as margens dos rios, em árvores esparsas. A fêmea forma seus ninhos no alto dessas árvores com ramos secos e a ajuda do companheiro. Os ninhos são feitos em grupos de até seis, às vezes junto a garças e a outras aves. A fêmea põe de dois a cinco ovos brancos.





Sua alimentação é basicamente composta por peixes, moluscos, répteis, insetos e até pequenos mamíferos. Também se alimenta de pescado morto, ajudando a evitar a putrefação dos peixes que morrem por falta de oxigênio nas épocas de seca.


Outros pássaros







d) Ariranha


A ariranha, também conhecida como lontra-gigante, é um mamífero típico da fauna brasileira, embora possa ser encontrado em outros países da América do Sul. No Brasil, encontramos estes animais em grande quantidade na região do pantanal mato-grossense e na bacia do rio Amazonas. (todabiologiacom)



É uma das maiores entre as 13 espécies de lontras existentes no mundo, com quase dois metros de comprimento (incluindo a cauda), e pesa até 34 kg. No Brasil encontramos além da ariranha, uma outra, de menor porte, chamada apena de lontra.




A ariranha vive apenas em cursos d’água extremamente preservados e, portanto, a presença delas indica que o rio está praticamente intacto. A fartura de peixes também é pré-requisito para a presença da espécie.



Cada ariranha adulta come, em média, 2 kg de peixes por dia, por isso depende de um rio bem povoado. As nossas lontras, no passado, eram muito caçadas para comercialização da pele e estão na lista dos animais em extinção do Ibama.

Hoje a ariranha sofre com a pressão da perda do hábitat, com a poluição, dragagem e barramento dos rios ou destruição da vegetação das margens. Em algumas regiões ainda são abatidas por pescadores, que as consideram concorrentes na pesca comercial. (g1.globo.com)



e) Peixes


São cerca de 230 espécies de peixes, destacando-se a piranha, o pintado, o pacu, o curimbatá e o dourado. O maior peixe do Pantanal é o jaú, um bagre gigante, pesa até 120 Kg, e chega a 1,5 metros de comprimento, e o maior peixe do mundo, está na Amazônia - o pirarucu que atinge 3 metros do comprimento e 200 Kg.


Pintado


Surubim Pintado, foto do site https://www.hotellaregina.com.br


O pintado é um dos maiores peixes do Pantanal. Quando atinge entre 70 e 80 cm é considerado adulto, ocorre sobretudo no leito principal dos rios e corixos, embora possa ser encontrado em lagoas e áreas inundadas na época das cheias e realiza longas migrações rio acima na época da seca, acompanhando os cardumes de curimbatás (seu principal alimento nessa época), para desovar nas cabeceiras entre dezembro e fevereiro.



Muitos pescadores se enganam em achar que o pintado e o surubim são peixes de subespécie diferente, na verdade tratasse do mesmo peixe, outros o confundem com o cachara que apesar de ser bem parecidos tem diferenças bem distintas nas manchas da pele .

A carne do pintado é muito saborosa , praticamente sem espinhas , a sua estrutura corporal é de aproximadamente 60% de carne pura , carne esta que rende pratos excepcionais, como o famoso filé de pintado ou as moquecas. (hotellaregina.com)


Observação: São muitas as regiões de pesca e dependem do nível desejado de cada um. É importante pesquisar com cuidado para definir os objetivos de sua viagem.


Macaco Prego (www.pantanalecoturismo.com.br)


O macaco-prego (Cebus apella) é um mamífero onívoro, primata da família Cebidae. Existem 12 espécies conhecidas do gênero Cebus. Como a maioria dos primatas, o macaco-prego é inteligente e muito ativo. Atingem no máximo 60 cm de comprimento e 3,5 kg. Essa espécie é encontrada na América do Sul, principalmente nas florestas tropicais e regiões como a do Pantanal. Muito ágeis, os macacos-prego vivem no topo das árvores, onde passam a maior parte do tempo. Normalmente só descem ao chão para beber água ou para "atacar" plantações nos arredores da floresta.




Vivem em bandos compostos por até 30 indivíduos, com maioria de fêmeas e com um macho dominante, que se comunicam por meio de assobios, gritos e chiados, entre outros tipos de sons e se reconhecem pelo cheiro. São muito colaborativos entre si.

Os macacos têm hábitos diurnos e uma alimentação variada, composta principalmente por frutas, sementes, ovos, pequenos vertebrados, aranhas e uma grande variedade de insetos. Muito hábil e muito perspicaz, essa espécie utiliza pedras para quebrar frutas de casca dura (como cocos e nozes), e usa galhos para coçar as costas, ou para alcançar aquilo que não alcança com as mãos.
http://www.pantanalecoturismo.tur.br/NOTICIA-3908-CONHECA+O+MACACO+PREGO+DO+PANTANAL.htm#ixzz4WQvSokpY



IV - Flora



Assim como ocorre com a vida animal, o Pantanal possui uma extensa variedade de árvores, plantas, ervas e outros tipos de vegetação. Nesta região, podemos encontrar espécies da Amazônia, do Cerrado e do Chaco Boliviano.


Nas planícies (região que alaga na época das cheias) encontramos uma vegetação de gramíneas. Nas regiões intermediárias, desenvolvem-se pequenos arbustos e vegetação rasteira. Já nas regiões mais altas, podemos encontrar árvores de grande porte.



As principais árvores do Pantanal são: aroeira, ipê, figueira, palmeira e angico.



É casualmente definida como um mosaico de cinco regiões distintas: Floresta Amazônica, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e Chaco (paraguaio,argentino e boliviano).

Em altitudes maiores, o clima árido e seco torna a paisagem parecida com a da caatinga, apresentando espécies típicas como o mandacaru, plantas aquáticas, piúvas (da família dos ipês com flores róseas e amarelas), palmeiras, orquídeas, figueiras e aroeiras. Já em altitudes menores figuram os campos destinados à agropecuária onde predominam as gramíneas.




A vegetação aquática é bem característica com a presença de batume, plantas flutuantes como o aguapé e a salvínia. Essas plantas são carregadas pelas águas dos rios e juntas formam verdadeiras ilhas verdes, que na região recebem o nome de camalotes. Há ainda no Pantanal áreas com mata densa e sombria. A palmeira acuri forma uma floresta de galerias com outras árvores, como o pau-de-novato, a embaúba, o jenipapo e as figueiras, além da presença de árvores como o angico, ipê e aroeira.



V - Referências

- Wikipedia - Pantanal Matogrossense




terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Desafio: Tipo de Vaso e Cultura Indígena

I - Desafio 2 da Semana


Como se chama o tipo de vaso mostrado  na fotografia ? Qual a cultura indígena que o produzia ?


foto apresentada: @ Ader Gotardo


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Artesanato Indígena Brasileiro - Vasos de Cariátides

I - Os indígenas da região do Tapajós - Cultura Santarém


Quando os portugueses chegaram ao Brasil a população indígena estava entre 1 milhão ~ 10 milhões, espalhados em todo o território. Na parte Norte do Brasil destacaram-se duas culturas: A  Marajoara referente ao povo que habitava a ilha de Marajó, e a cultura de Santarém, referente aos povos que habitaram a região próxima a junção dos rios Tapajós e Amazonas no estado do Pará.

Cidade de Santarém no encontro do Rio Tapajós com o Rio Amazonas, print do Google Maps


II - A arte do povo indígena brasileiro 


Arte indígena brasileira é a arte produzida pelos povos nativos do Brasil, antes e depois da colonização portuguesa, que iniciou-se no século XVI. Considerando a grande diversidade de tribos indígenas no Brasil, pode-se dizer que, em conjunto, elas se destacam na arte da cerâmica, do trançado e de enfeites no corpo.


Casa de Artesanato, Belém, Pa, foto de HistoriacomGosto


Concepção de Arte



Os objetos produzidos pelos índios têm exercido grande fascínio sobre os ocidentais desde os primeiros contatos, e tem sido difícil evitar atribuir-lhes qualidades artísticas pelo seu grande apelo plástico, pela sua originalidade, pela aura de mistério e exotismo que cerca suas culturas, pelas suas associações simbólicas e sociais, pelas suas funções rituais ou mágicas, elementos que são importantes também na definição ocidental de várias categorias artísticas 

No entanto, a "arte" indígena difere da arte contemporânea ocidental pelo seu caráter tradicional e seu forte utilitarismo. Tradicional porque tende a seguir padrões herdados coletivamente, que desenvolvem pequena variação ao longo do tempo, formando-se um corpo de formas, usos e significados estáveis e bem caracterizados.


Isso é o que permite distinguir os trabalhos de uma tribo dos de outras, e aproxima a sua arte do folclore. Também não existe a figura do artista como um indivíduo cuja preocupação maior é com a criação incessante do novo antes do que com a preservação da tradição herdada. (wikipedia)

Urna funerária Marajoara, pré-cabralina. American Museum of Natural History. Foto de Daderot em wikimedia commons
Cerâmica Tupi-Guarani pré-cabralina. Museu da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foto de  Tetraktys  em wikimedia commons


Armas decoradas da tradição Pataxó. Memorial dos Povos Indígenas, foto de Daderot em Wikimedia Commons



II - Arte na Cultura Santarém 



Sua maior forma de produção também foi com a cerâmica. A cerâmica santarena apresenta decoração bastante complexa e refinada: além de pinturas e desenhos, as peças têm ornamentos em relevo, com figuras humanas ou de animais. 



Peças artesanais da Cultura Santarém : 



a) Vasos de Gargalo: Apresentam um corpo central (gargalo) e abas, ou asas laterais constituídas de animais (cabeças de aves ou jacarés) e sobre os quais estão assentados outros animais.



Vaso de gargalo, Museu Emilio Goldi, foto: autor não identificado




b) Vasos de cariátides: São pequenos vasos simétricos, em forma de taça, com parte superior ligada à inferior por três cariátides antropomorfas. Nas bordas da parte superior estão afixadas outras figurações. Além da decoração incisa e ponteada, há abundante e rebuscada decoração plástica, com motivos antropomorfos e zoomorfos.


Vaso Cariátides, século X a XVII, (Assessoria de Imprensa da USP / Foto: Ader Gotardo)




c) Estatuetas: Apresentam grandes variedades de formas antropomorfas ou zoomorfas. Podem ser: ocas, maciças, ou com partes ocas e partes maciças. Os Muiraquitãs, que são Fabricados de barro, pedra e até concha, apresentam-se sob cores variadas (amarelo, preto, cinza, vermelho) e não apenas verde como geralmente é mais conhecido. (http://historiacsd.blogspot.com.br/)




Muiraquitã


Muiraquitã, Museu Nacional, Rio de Janeiro,
foto de Dornicke, wikimedia commons


Cerâmica Santarém

Esta cerâmica é uma das mais antigas e, de tão perfeita, chega a ser comparada até mesmo com a mais fina porcelana chinesa. Existem peças da cerâmica Tapajós espalhadas por vários museus do mundo. Na cidade de Santarém encontra-se um pequeno acervo dessas peças no Centro Cultural João Fona, algumas peças podem ser vistas também no Museu de Antropologia e Etnologia da Universidade de São Paulo. (http://www.beloalter.com.br/)


III - Origem do termo "Cariátides"


Cariátides

Cariatides, Atenas, wikimedia commons
foto: autor desconhecido

Cariátides em grego significa literalmente "moças de Karyai", uma antiga cidade do Peloponeso. Karyai teve um famoso templo dedicado à deusa Ártemis em sua manifestação de Ártemis Karyatis: "Como Karyatis ela se alegra nas danças da nogueira da aldeia de Karyai, aqueles cariátides, que em seu êxtase, faziam sua dança circular levando em suas cabeças cestas de juncos, como se fossem plantas dançando"




As Cariátides mais famosas são as que servem de colunas do templo do Erecteion, erigido na Acrópole de Atenas no século V a.C. Mas foram utilizadas também em outros templos por toda a Antiguidade, e vêm sendo utilizadas até hoje. (wikipedia)




IV - A lenda do Muiraquitã




Segundo as índias Icamiabas



As índias Icamiabas, ou Amazonas de Orellana, eram mulheres guerreiras, sem maridos, que habitavam o Baixo Amazonas. Uma vez ao ano, nas fontes do rio Jamundá, na serra Yacy-taperê (serra da lua), onde havia um lago, Yacy-uaruá (espelho da lua), faziam uma festa em nome de Iacinará, a lua. 


Após dormirem com os Guacaris, homens de outra tribo especialmente convidados para a festividade, as índias mergulhavam no lago e traziam um barro esverdeado com o qual modelavam muiraquitãs, que eram oferecidos como amuletos aos guacaris. (wikipedia)


V - Referências


Wikipedia - Arte índigena brasileira
História da Arte - Graça Proença
Site de Alter do Chão - (http://www.beloalter.com.br)
Notas: História com Gosto



terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Barcelona II - Da coroa de Aragão à época moderna

I. - A Expansão da Coroa de Aragão para o mediterrâneo (1276~1327)







Para continuar a sua expansão a Coroa Catalano-Aragonesa, que já estava ampliada com a conquista de Valencia e do reino de Maiorca, teria que fixar-se nas ilhas do mediterrâneo. Por isso o próximo objetivo foi: Conquistar a Sicília e a Sardenha. 







Pedro III, o Grande (1276~1285)



Quando Jaime I morreu, os territórios da Coroa de Aragão foram divididos, com Pedro a herdar Aragão, a Catalunha e Valência, e o seu irmão Jaime a receber Maiorca, e os territórios aragoneses no Languedoc (Montpellier e Rossilhão). Pedro e Constança foram coroados em Saragoça pelo arcebispo de Tarragona, em Novembro de 1276, numa cerimônia em que Pedro cancelou a vassalagem do seu reino ao papado, acordada pelo seu avô Pedro II de Aragão.

Todo o reinado de Pedro III centrou-se na expansão da Coroa de Aragão no Mediterrâneo, e para isso aproveitou o seu matrimónio com Constança Hohenstaufen para reivindicar para si e para ela a coroa siciliana. Desde 1266, a Sicília encontrava-se sob a soberania de Carlos de Anjou, que derrotara Manfredo, morto na batalha de Benevento e que fora investido rei com o apoio do papa de então, Clemente IV, que não desejava nenhum Hohenstaufen soberano no sul da Itália.



Afonso III,    (1285 a 1291)


Tão logo ascendeu ao trono, Afonso deu continuidade à campanha de seu pai contra as Ilhas Baleares para punir seu tio, Jaime II da Maiorca, por apoiar a França durante a disputa pelo controle da Sicília. Ele reconquistou a cidade de Maiorca e Ibiza, em 1286, e tomou Minorca dos mouros, em janeiro de 1287.

Jaime II (1291 a 1327)
Segundo filho de Pedro III e da sua esposa Constança de Hohenstaufen, do seu pai herdou o reino da Sicília em 1285. Derrotou o seu rival Carlos de Anjou, cujas forças marítimas foram desfeitas em mais de um confronto pelo almirante aragonês Roger de Lauria. Conquistou a Calabria e as ilhas do golfo de Nápoles.

Em 1291 recebeu também a Coroa de Aragão, ao morrer sem descendência o seu irmão Afonso III. Aliou-se com o rei de Castela.

II - A infraestrutura para a Expansão



Armazéns de Comércio



A expansão somente foi possível graças aos armadores navais e aos comerciantes. Entretanto naquela época o comércio e a pirataria se confundiam. Para facilitar o intercambio comercial os tratados internacionais exigiam que em cada cidade houvesse um armázem destinado ao armazenamento/comércio dos bens/grãos. Em Barcelona a primeira referência a um armazém para o comércio maritimo é de 1203 e antes de 1240 havia pelo menos 3 entre Santa Maria del Mar e a praça dos Traginers. 


Estaleiros


O Estaleiro Real (Las Reales Atarazanas) foi construído como o arsenal para as galeras a serviço da Coroa de Aragão. Elas foram criadas por Pedro III o Grande no final do século XIII para poder dispor de um espaço dedicado à construção e manutenção das embarcações da Coroa.

Em meados do século XIV, Pedro IV o Cerimonioso ordenou a construção, dentro do recinto, de um edifício composto por pilares e arcos com dimensões menores que o edifício atual. Essa construção logo foi substituída por uma outra maior de duas séries de arcos e pilares.

Nesse local funciona hoje o Museu Marítimo:


Maquete do Estaleiro no final da idade média
Foto do atual Museu Marítimo, antigo estaleiro real

Situação atual do Antigo Porto de Barcelona



III - Nova espiritualidade - Os frades mendicantes (século XIII)


Um novo modelo religioso, mais urbano, trouxe para a cidade um série de comunidades monásticas mendicantes, e graças às quais se introduziu a arte gótica. 

No reinado de James I veio para a cidade um conjunto de comunidades monásticas, as ordens mendicantes , que veio em resposta a um novo tipo de sociedade urbana, que concentrava o seu ideal religioso na pobreza e na pregação.

Se o rei estava envolvido na criação / instalação de algumas ordens, o principal arquiteto da sua presença na cidade não foi outro senão Ramon de Penyafort .


Dominicanos, Franciscanos e Carmelitas

Graças a ele, os dominicanos (Comunidade fundada em 1215 sob o nome de Ordem de Predicadores) e os franciscanos (Comunidade fundada por Francisco de Assis e autorizada pelo Papa em 1210), chegaram à cidade e logo começaram a construir conventos: Santa Caterina (dominicanos) em 1252  já estava em um estágio avançado de construção, e Sant Francesc (franciscanos), cuja igreja estava em construção em 1277 e foi dedicada vinte anos mais tarde.


As seguidoras de Santa Clara, construíram um convento carmelita até o final do século, e a Ordem da Misericórdia , fundada em 1218 por Pedro Nolasco, em Barcelona, construiu sua igreja em meados do mesmo século.



IV - Construções - Reinado de Pedro IV, O cerimonioso (1336 a1387)


Pedro IV, O cerimonioso (1336 a 1387)

Pedro IV (Perpinhã, 5 de setembro de 1319 – Barcelona, 6 de janeiro de 1387), apelidado de "o Cerimonioso", foi o Rei de Aragão e das Coroas Aragonesas de 1336 até sua morte em 1387. Foi também Rei de Maiorca a partir de 1344. Era filho do rei Afonso IV e sua primeira esposa Teresa de Entença.


Pedro "Cerimonioso" teve um reinado longo e árduo trabalho. Uma parte de sua atenção foi dedicada para embelezar a cidade de Barcelona, ​​com edifícios públicos e privados. A outra, para organizar a sua chancelaria, visto que era um homem muito meticuloso 

Pedro III da Cataluna (IV de Aragão) construiu obras de sua iniciativa como o Palacio Real Menor e também terminou outras como a ampliação da muralha que protegia a cidade. 


Muralha
Gravura do Palácio Menor

Bolsa (Lonja)



Uma cidade com classe comercial e mercante, como Barcelona vinha se tornando no final da Idade Média, não poderia passar sem um edifício dedicao à realização de  transações e atividades de negócios. Assim, no jardim do palácio do século XIV, e que durou até estes dias, foi construído o grande salão de contratações, que foi concluída no ano de 1400.

Foto da Bolsa de Valores, Arquivo da Cidade de Barcelona
              

V - Fome e Peste Negra (1333 a 1350)


Enquanto em Barcelona eram construídas obras desenfreadamente, uma série de cataclismos começaram a dizimar a sua população. Em todo o Principado, a economia e a mentalidade das pessoas entrou em colapso.

Além de fenômenos físicos, tais como terremotos , o desequilíbrio entre o crescimento populacional e a produção de alimentos implicou em vários períodos de restrições. A fome que começou em 1333, "o primeiro ano ruim", foi minando todo o povo. 

Além disso, a abundância de acontecimentos militares em sequência, contribuiu para dizimar a população, seja porque eles morreram nos campos de batalha ou porque foram feitos prisioneiros e detidos na prisão à espera de um resgate. Pedro "cerimonioso" não tinha vocação diplomática. 



liberação de prisioneiro 
Gravura sobre a Peste Negra

Peste Negra


Doença causada pela bactéria Yersinia pestistransmitida por pulgas (Xenopsylla senopxylla) de ratos pretos (Rattus rattus). Ele pode assumir três formas: bubônica, pneumônica e septicêmica.

A primeira e mais comum, é transmitida por uma picada de pulga de rato. Os primeiros sintomas são dor de cabeça, náuseas, vómitos, dor nas articulações, calafrios e febre. Os gânglios linfáticos nas axilas e pescoço podem inchar e tornar-se doloroso. Eles formam caroços que podem atingir o tamanho de um ovo de galinha. Em casos suaves, a febre desaparece depois de cinco dias, já nos casos fatais, o paciente pode morrer dentro de uma semana.

A segunda é transmitida de pessoa para pessoa e é quase sempre fatal (que provoca a morte dentro de três ou quatro dias). A terceira envolve a multiplicação de bactérias na corrente sanguínea. 
Na Catalunha também era conhecido como Glànola e o nome Peste Negra vem das pústulas azuis-pretas que se formavam na pele do paciente.
A falta de documentação torna difícil de calcular as consequências da epidemia na cidade.  Fala-se do desaparecimento de um quinto dos habitantes, mas isso não é razoável.

Os mais afetados: Os Judeus


A epidemia afetou duplamente os judeus barceloneses, cujo bairro foi vandalizado com a justificativa que eles estavam envenenando a água.


VI - Desequilíbrio Econômico


O deajuste demográfico provocado pelas guerras e pelas epidemias, levaram a escassez de mão de obra e a concentração de dinheiro na mão de uns poucos.

O Principado passou a viver uma situação inflacionária entre 1350 e 1380 com a subida de preços e salários que Pedro o Cerimonioso tentou controlar sem ter sucesso. O desequilíbirio se manteve até o século seguinte, momento em que se viu agravado pela crise de mercado textil que trouxe um colapso para a produção barcelonesa.



Coroa de Aragão, João I (1387 a 1396)


Era o filho mais velho de Pedro IV de Aragão. Nasceu em Perpignan, que fazia parte da província de Rossilhão, a qual pertencia ao Reino de Aragão na época.
João abandonou a política pró-inglesa de seu pai e, em 1387, fez uma aliança com a França. Durante o Cisma do Ocidente, deu seu apoio ao Papa de Avinhão. Tambem fez uma aliança com Castela e, em 1388, confirmou um tratado com Navarra ajustando as fronteiras entre os reinos. Entre 1389 e 1390, os aragoneses combateram as tropas do Conde d'Armagnac que buscavam tomar as terras do reino vassalo de Maiorca. Em 1390, os invasores foram derrotados pelas forças aragonesas lideradas pelo infante Martim, irmão (e sucessor) de João.

Em 1391, João estabeleceu leis em relação aos judeus nas cidades de Aragão. Ao longo dos anos de 1388 a 1390, perdeu progressivamente todas as terras dos Ducados de Atenas e Neopatria na Grécia.

Coroa de Aragão com Martim I (1396 a 1410)


Martim I (Girona, 29 de julho de 1356 – Barcelona, 31 de maio de 1410), apelidado de "o Velho" ou "o Eclesiástico", foi o Rei de Aragão e das Coroas Aragonesas de 1396 até sua morte, além de Rei da Sicília a partir de 1409. Era filho do rei Pedro IV e sua esposa Leonor da Sicília.

Quando morreu, em Valdonzella ou em Barcelona em 1410 (aparentemente, a partir de uma combinação letal de indigestão e risos incontroláveis), os seus descendentes legítimos, nascidos do casamento com a rainha Maria, já estavam mortos. O segundo casamento, com Margarida de Aragão-Prades, não produziu qualquer criança. Apenas um neto bastardo, Fadrique, Conde de Luna, continuou a linha de Martim. O rei, apesar da sua vontade e de alguns esforços, não foi capaz de obter apoio suficiente para a confirmação de Fadrique como seu sucessor.

Assim, a morte de Martim levou a um interregno de dois anos, que foi encerrado com o compromisso de Caspe, no qual o sobrinho de Martim, Fernando, infante de Castela da Dinastia de Trastâmara foi escolhido como o próximo rei  entre, pelo menos, cinco competidores.



VII - O início da casa de Trastãmara


Fernando I, O justo (1412 a 1416)


Depois de um curto reinado que envolveu várias colisões com o sistema catalão de pactos e tomada de decisão, ele foi sucedido por seu filho Alfonso o Magnânimo , que logo se tornou mais interessado nos assuntos de seu novo reino de Nápoles do que em suas propriedades espanholas.


Alfonso o Magnânimo (1416 a 1458)


Afonso V (Medina del Campo, 1396 – Nápoles, 27 de junho de 1458), apelidado de "o Magnânimo", foi o Rei de Aragão e das Coroas Aragonesas de 1416 até sua morte e também Rei de Nápoles a partir de 1442. Era filho do rei Fernando I de Aragão e sua esposa Leonor de Albuquerque. 

Foi uma das figuras mais ilustres do princípio da Renascença. Ninguém em seu tempo teve tão amplo espectro de “virtudes” – qualidades assim denominadas pelos italianos. Foi Afonso V rei de Aragão em 1416, Afonso I de Nápoles em 1435 e das Duas Sicílias em 1442.
Conseguiu terminar em 1442 a conquista da Sicília. Instalado em Nápoles, acolhia humanistas e sábios. Tendo reunido os dois reinos da Sicília, adotou o título surpreendente de Rei das Duas Sicílias, que só vai reaparecer em 1815. Com isso negligenciou o reino de Aragão deixando-o na mão de seu Tenente-General. 


VIII - Barcelona em guerra


Artesãos, artistas, menestreis, o povo de uma forma geral tinha pouca representação no governo municipal. Os burgueses determinavam que os trabalhadores não podiam perder seu tempo de trabalho ocupando-se de outras coisas como política

No meio do século XV, em Barcelona se disputou o controle do poder municipal dois partidos: Biga, dos ricos oligarcas, e Busca, de caráter popular. 

Em 1453 a Busca conseguiu ocupar o governo municipal graças a um golpe de poder de Galceran de Requesens, governador da Catalunha deu na casa da cidade. Entretanto, quando os integrantes da Busca tentaram aplicar seu programa de medidas democratizadoras, entraram em choque com os seguidores da Biga que ocupavam o Palacio de la Generalitat e nas cortes.



Palácio de la Generalitat
João II, O Grande (1458 a 1479)



João II (Medina del Campo, 29 de junho de 1398 – Barcelona, 20 de janeiro de 1479), apelidado de "o Grande" e "o Sem Fé", foi o Rei de Aragão e das Coroas Aragonesas de 1458 até sua morte, além de Rei de Navarra a partir de 1425 em direito de sua esposa a rainha Branca I. Era filho do rei Fernando I de Aragão e sua esposa Leonor de Albuquerque.

Dominado por sua segunda esposa Joana Henriques, maltratou os filhos de Branca I de Navarra. Quando em 1452 nasceu seu filho Fernando, Joana passou a pressionar o rei para deserdar o primogênito, príncipe Carlos de Viana, filho de Branca, e nomear seu filho como sucessor.

O conflito entre os partidos políticos do povo e da burguesia, foi o panorama que João II encontrou quando subiu ao trono para suceder a seu irmão, Alfonso, o Magnanimo.


Em 1462 aconteceu a revolta dos remençes ou agricultores em terras de propriedade alheia. A Generalitat enfrentou a revolta e o rei se posicionou contra a Generalitat, solicitando ajuda ao rei francês mediante pagamento de 200.000 escudos e a cessão dos direitos reais sobre o Rossilhão e a Cerdaña. As tropas francesas invadiram, tendo início uma guerra civil entre o rei e a Generalitat. A Generalitat ofereceu a coroa ao rei de Castela Henrique IV, que a conservou um ano (1462-1463).

Esse conflito resultou em perseguições e guerras internas. Foram dez anos de conflito.Os catalães recusaram reconhecer João II até 22 de dezembro de 1472, dia em que fez sua entrada solene em Barcelona, onde jurou e confirmou solenemente os foros da Catalunha. 

A paz fora acordada em 16 de outubro de 1472. Jurando as Constituciones, aprovava-se a atuação da Generalitat. Os territórios cedidos à França, porem, só seriam recuperados em 1493. Em dez anos a coroa da Catalunha-Aragão tinha passado por quatro reis!


Fernando II, O Católico (1479 a 1516)



Fernando II & V (nascido em 1452, faleceu em 1516), apelidado de "o Católico", foi o Rei de Aragão e das Coroas Aragonesas como Fernando II de 1479 até sua morte. Foi também Rei de Castela e Leão como Fernando V entre 1475 e 1504 em direito de sua esposa a rainha Isabel I. Além disso, ele foi regente de sua filha Joana em Castela e Leão de 1508 até sua morte. Era filho do rei João II de Aragão e sua esposa Joana Henriques.

Fernando é conhecido por seu papel em inaugurar a redescoberta do Novo Mundo já que ele e Isabel patrocinaram a primeira viagem de Cristóvão Colombo em 1492. No mesmo ano ele se saiu vitorioso da Guerra de Granada, que eulsou o último estado islâmico da península Ibérica e dessa forma também colocando um fim na Reconquista.

IX - Barcelona: Mais Gótica que Românica


Os arquitetos apostaram decididamente pelo estilo gótico, enquanto os escultores se mostraram mais refratários em adotar esse nove estilo e os pintores levaram mais tempo que os artesãos.


Poucos vestígios do estilo românico sobreviveram em Barcelona. O mutilado mosteiro de Sant Pau del  Camp, o muito retocado de Sant Pere de les Puelles,  a incompleta igreja de Santa Anna., as capelas de la Mare de Déu, a igreja de Sant Llatzer, e a fachada da igreja dos templários e alguns vestígios de Palacio Real Maior e do palácio do episcopado.  


A mudança para o gótico deixou mostras esplendidas com a Igreja de Santa Maria del Mar, os estaleiros reais (Atarazanas) e o salão de contratações da Bolsa (Lonja). Concretamente, com a chegada das ordens mendicantes, Barcelona adotou a arte gótica com decisão e o auge construtivo dos século XIV e XV contribuiu para sua expansão. Um grande número de arquitetos, mestres de obras, artesãos e operários estiveram envolvidos em obras como a Catedral de Barcelona e no Palácio de la Generalitat. 

Igreja de Santa Maria del Mar


A Igreja de Santa Maria del Mar é uma das principais igrejas góticas da CatalunhaA primeira pedra da igreja foi lançada a 25 de maio de 1329 sobre as fundações de igrejas anteriores pelo rei Afonso IV de Aragão, o Benigno. Tal fato é atestado por uma placa comemorativa localizada numa das fachadas do edifício. 

Os primeiros mestres da obra foram Berenguer de Montagut e Ramón Despuig. As paredes, fachada e capelas estavam terminadas por volta de 1350, e as abóbadas do interior foram terminadas em 1383, o que permitiu a dedicação definitiva do templo a 15 de agosto de 1384.
Na construção da igreja foram muito ativos os burgueses, guildas e trabalhadores do bairro da Ribera, que contribuíram com financiamento e também com trabalho gratuito. Assim, a imponente igreja testemunha o florescimento da zona da Ribera ao longo dos séculos XIII e XIV.
Ao longo dos séculos a igreja foi decorada com muitos altares que terminaram destruídos num incêndio em 1939. (Wikipedia)


Igreja de Santa Maria del Mar, foto de Alberto Masnovo em Shutterstock.com

Casa de la Ciudad

Em torno de 1370 foi criada a Casa de la Ciudad,  - sede da prefeitura -, que em princípio consístia de um salão construído no pátio interior da casa do escrivão do Conselho dos Cem, o grupo de homens nobres que dirigia a cidade, cujas reuniões se celebravam até então no convento de Santa Cecília. 


Salão dos Cem, 1373, foto de Canaan em wikimedia
Fachada gótica da Casa da Cidade, 1400-1402, @Canaan



Catedral de Barcelona


A catedral, em estilo gótico, foi construída no século XIII ao XV sobre a antiga catedral românica. Esta, por sua vez, foi edificada sobre uma igreja da época visigoda. A esta, precedeu uma basílica paleocristã, cujos restos podem ser vistos no subsolo, no Museu de História da Cidade. A atual fachada de estilo neogótico, entretanto, é muito mais moderna (século XIX).

As obras de construção da catedral gótica iniciaram-se em maio de 1298, reinando Jaime o Justo e baixo o mandato episcopal de Bernat Peregrino (1288-1300), começando pela cabeceira, desmontando ao mesmo tempo a antiga catedral románica e aproveitando algum elemento, sobretudo escultórico como possivelmente[6] as impostes da porta de Santo Iu, que é a mais antiga da catedral.


As obras não se propuseram como a construção de uma nova catedral senão antes como uma reforma e ampliação da catedral românica que se levou a cabo por fases sem interditar nunca completamente o templo e seguir usando-o para o culto durante toda a duração da obra, e inclusive algumas partes da catedral românica serviram de andaime para construir a gótica. Assim, a catedral gótica conserva o mesmo eixo que a românica e o deambulatório está construído ao redor do abside românico.


interior da Catedral, HistoriacomGosto
interior da Catedral, HistoriacomGosto




Fachadas antiga e atual
catedral em 1800 antes da reforma, sem autor conhecido
Catedral após a reforma do século XIX







X - Outras Publicações

Historia de Barcelona I - Da fundação à Coroa de Aragão


IV - Referências


A sequência e o texto foram copiados / resumidos do site da Prefeitura de Barcelona no projeto de Barcino a BCN.


De Barcino a BCN - História de Barcelona - http://www.bcn.cat/historia/

Jaume Sobrequéscatedrático de Historia de la Universidad Autónoma de Barcelona y director del proyecto "De Barcino a BCN".

De los textos:
Capítulos 1 a 23 y pies de foto: Matilde V. Alsina, historiadora.
Capítulos 24 a 45: Daniel Venteo, historiador.

Um brasileiro na espanha