segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Grupo Corpo - Companhia de Dança Contemporânea, de Minas para o Mundo

I - O Grupo Corpo


O Grupo Corpo é uma companhia de dança contemporânea brasileira de renome internacional criada em 1975 em Belo Horizonte, Minas Gerais.

A companhia foi fundada por Paulo Pederneiras (diretor-geral), Rodrigo Pederneiras (inicialmente bailarino e depois coreógrafo), Isabel, Pedro Pederneiras, , Miriam Pederneiras, e Zoca. 106 bailarinos passaram pelo Corpo em 40 anos de história. 

A inspiração para a montagem do grupo surgiu após Rodrigo Pederneiras ter participado de uma oficina realizada durante o Festival de Inverno da UFMG com o bailarino argentino Oscar Araiz.  O primeiro espetáculo do grupo, Maria Maria, foi coreografado por Oscar Araiz, percorreu 14 países e permaneceu em atividade no Brasil de 1976 até 1982. Todos os irmãos de Pederneiras se envolveram com o Grupo Corpo em certo ponto: José Luiz abandonou a medicina para virar fotógrafo , Pedro tornou-se diretor técnico, e as irmãs Míriam e Mariza foram dançarinas. 

Em 1978, juntou-se ao grupo Emilio Kalil, que assume a co-direção junto com Paulo Pederneiras. O Grupo Corpo foi companhia residente na Maison de La Danse em Lyon na França de 1995 a 1999



II - O Primeiro Espetáculo- Maria Maria (Música de Milton Nascimento, Texto Fernando Brant)




"Maria Maria, um simples nome de mulher. 

Corpo negro de macios segredos, olhos vivos

farejando a noite, braços fortes trabalhando o dia. 



Memória de longa desventura da raça, 

intuição física da justiça. 
Alegria, tristeza, solidariedade e solidão. 
Mulher-pantera, fera, mulher-vida, vivida. 

Uma pessoa que aprendeu vivendo 
e nos deixou a verdadeira sabedoria: 
a dos humildes, dos sofridos, 
dos que têm o coração maior que o mundo.

(Trecho de Maria Maria, texto de Fernando Brant) 


a) A Aposta


O grupo Corpo completou 40 anos em 2015. Nesse vídeo, um de seus fundadores o Rodrigo Pederneiras fala do início do grupo e do espetáculo Maria Maria.





O grupo desde o início quis começar com algo de grande qualidade e impacto para firmar a marca como algo inovador. Para isso decidiram convidar uma equipe de peso , liderada pelo coreógrafo argentino Oscar Araiz, Milton Nascimento e Fernando Brant. 

Apesar de ser um empreendimento dificílimo, cheio de desafios, os três acabaram sendo extremamente receptivos com o projeto, que se viabilizou por meio de empréstimos bancários. O grupo era desconhecido e iniciante enquanto os três já eram artistas renomados. Eles entretanto não só aceitaram o desafio como também mergulharam na montagem com bastante generosidade. 



Toda parte de criação de Maria Maria, do iluminador ao figurinista, veio de Buenos Aires da equipe do Oscar Araiz. Em Belo Horizonte, o Brant se responsabilizou pelo roteiro e os textos e, a partir deles, Milton, que abraçou o projeto com generosidade incomum, compôs a música. 



Maria Maria nasceu num leito qualquer de madeira. 




"Infância incomum pois nem bem ela andava, falava e sentia e já suas mãos ganhavam os primeiros calos do trabalho precoce. Infância de roupa rasgada e remendada, de corpo limpo e sorriso bem aberto. 



Infância sem brinquedos mas cheia de jogos aprendidos com as velhas que lavavam roupa nas margens do Jequitinhonha. Infância que acabou cedo, pois já aos quatorze anos, como é normal na região ela já estava casada. 



Do casamento ela se lembra pouco, ou não quer muito se lembrar. Homem estranho aquele a lhe dar balas e doces em troca de cada filho. Casamento que em seis anos, seis filhos lhe concedeu. Os filhos se amontoavam nos quatro cantos da casa.

Enquanto ela estendia a roupa na beira dos trilhos, os seis meninos sentados brincavam na terra fofa. Os seus olhinhos de espanto não entendiam  de nada. 

De repente, notícia vinda dos trilhos. Maria Maria era viúva. Pela primeira vez a morte entrava em sua vida e vinha em forma de alívio. 

E de retalho em retalho Maria se definiu: solidária, solitária, operária e brincalhona. Ela pode ao mesmo tempo ser Maria e ser exemplo de gente que trabalhando em todas as horas do dia, conserva em seu semblante toda pura alegria, de gente que vai sofrendo e quanto mais sofre, mais sabe."  (trecho do texto Maria Maria) 

A estréia

A estréia de Maria Maria, em 1976, foi com uma temporada no maior palco de Minas, o Grande Teatro do Palácio das Artes, algo impensável até então para uma companhia local. 

Na medida em que Oscar Araiz ia coreografando, o grupo ia convidando pessoas de confiança para ver trechos em primeira mão. Saíam entusiasmadas. A estratégia contribuiu para gerar comentários positivos por toda a cidade e, quando finalmente chegou o grande dia, foi impressionante. Os ingressos para Grupo Corpo da temporada se esgotaram. Uma grande sorte ter acontecido logo na primeira montagem. Porém, de certa forma, o grupo tinha confiança no sucesso, porque no Brasil ainda não havia nada semelhante.

III -  A Profissionalização 


De 1976 a 1982, enquanto o sucesso de Maria Maria ainda repercutia em apresentações pelo Brasil e diversos países da Europa e da América do Sul, o Grupo Corpo não se dava descanso. Colocou em cena nada menos que seis coreografias assinadas por Rodrigo Pederneiras, que assume o posto de coreógrafo-residente em 1981 e, juntamente com Paulo Pederneiras – diretor artístico da companhia e responsável pela iluminação e cenários dos espetáculos - acaba por moldar a personalidade e as feições definitivas do grupo.

A condução do Paulo na direção artística, de Rodrigo na coreografia  e a participação de pessoas que estão no grupo desde longa data  como Pedro, Macau, Mirinha, Fernando e a Cri foram fundamentais para que a companhia desse certo. Também foi importante o processo de gerenciamento que foi implantado desde o princípio. Não se realizava reuniões, não existia patrulhamento, o espírito de liberdade sempre existiu.  

III - Alguns trabalhos


a) Prelúdios (1985)


Em 1985, chegava aos palcos o segundo grande marco na carreira do grupo: Prelúdios, leitura cênica da interpretação do pianista Nelson Freire para os 24 prelúdios de Chopin. O espetáculo, que faz sua estreia no I Festival Internacional de Dança do Rio de Janeiro, é aclamado pelo público e pela crítica, e termina de firmar o nome do grupo no cenário da dança brasileira.

b) Vinte e Um (1992)


Em 1992 emerge o divisor de águas do Grupo Corpo: 21, o balé que firmaria a imparidade da sintaxe coreográfica de Rodrigo Pederneiras e a inconfundível persona cênica da companhia. A partir da sonoridade singular da oficina instrumental mineira Uakti e dez temas compostos por Marco Antônio Guimarães, o coreógrafo deixa de lado a preocupação com a forma e começa a investir na dinâmica do movimento, buscando, através do desmembramento de frases musicais e rítmicas, a escritura de uma partitura de movimentos menos pautada na construção melódica, e mais interessada no que subjaz a ela. 




O resgate da ideia de trabalhar com trilhas especialmente compostas, que havia marcado os três primeiros espetáculos do grupo nos idos dos anos 70, permite também que ele avance na investigação de um vocabulário identificado com suas raízes brasileiras.


c) Parabelo (1997)


Publicado em 2 de abr de 2015 
coreografia: Rodrigo Pederneiras   música: Tom Zé e Zé Miguel Wisnik
cenografia: Fernando Velloso e Paulo Pederneiras - figurino: Freusa Zechmeister 
iluminação: Paulo Pederneiras

No interior do Brasil, os ritmos são os personagens de uma cultura que nunca para de se transformar. A música de Tom Zé/José Miguel Wisnik parte desta característica e faz dela sua fonte. A coreografia materializa o traço que mais tem distinguido a obra de Rodrigo Pederneiras: o trânsito entre a arte popular e a arte erudita. Aqui, estas fronteiras estão dissolvidas.

Parabelo irradia aquilo que vem da terra. E apresenta um Brasil polvilhado de nuances regionais.

Essa coreografia foi apresentada na cerimônia de encerramento das Olimpíadas, Rio 2016.

Entre 1996 a 1999, o grupo atua como companhia residente da Maison de la Danse, de Lyon, França, fazendo neste período a estreia europeia de suas criaçõe Bach, Parabelo e Benguelê.

d) Dança Sinfônica (2015)


“Dança Sinfônica”, coreografado por Rodrigo Pederneiras e com trilha do músico e compositor Marco Antônio Guimarães, faz uma espécie de homenagem as pessoas que fizeram o Corpo nestes 40 anos


V - As raízes de Minas  


A casa do Grupo Corpo sempre foi Belo Horizonte, e o grupo não pensa em morar no exterior, no Rio ou São Paulo. De acordo com Rodrigo "O nosso lugar é aqui e não precisamos sair de Minas para ter mais repercussão. Há vários anos temos uma agenda externa que nos leva, regularmente a cada ano, a realizar pelo menos duas turnês americanas e européias. Atualmente nos apresentamos em vários dos principais teatros do mundo, e são tantos os convites que recusamos alguns por falta de espaço na agenda."

A família Pederneiras


A Rodrigo coube dar a marca ao Corpo, criar uma escritura coreográfica única e original. José Luiz abandonou a medicina, encantou-se pelas imagens e, mesmo vivendo no Rio de Janeiro, mantém o elo com os irmãos, assinando todo o material fotográfico do grupo. Pedro tornou-se diretor técnico; Míriam, ao abandonar as sapatilhas, criou a ONG Corpo Cidadão; e Mariza, depois de dançar por muitos anos, vive hoje na Alemanha.



VI - Os músicos que trabalharam com o Grupo



O minimalismo de Philip Glass (Sete ou Oito Peças para um Ballet, 1994), o vigor pop e urbano de Arnaldo Antunes (O Corpo, 2000), o experimentalismo primigênio de Tom Zé (Santagustin, de 2002 e, em parceria com Wisnik, Parabelo, de 1997), a africanidade de João Bosco (Benguelê, 1998), versos metafísicos de Luís de Camões e Gregório de Mattos à luz de Caetano Veloso e José Miguel Wisnik (Onqotô, 2005), a modernidade enraizada de Lenine (Breu, 2007), a diversidade sonora de Moreno, Domenico e Kassin (Ímã, 2009), as canções medievais de Martín Codax na releitura de Carlos Nuñez e José Miguel Wisnik (Sem Mim, 2011) dão origem a espetáculos de têmperas essencialmente diversas – cerebral, cosmopolita, interiorano, primordial, existencialista, brutal, moderno, lírico – sem que se percam de vista os traços distintivos do Grupo Corpo.



VII - Referências




Rodrigo Pederneiras e o Grupo Corpo Dança Universal

http://aplauso.imprensaoficial.com.br/ - História de Rodrigo Pederneiras coreógrafo e fundador do grupo Corpo -  Publicaçao de Sérgio Rodrigo Reis

Historia do grupo O Corpo - site oficial: 



Maria Maria, video completo: https://www.youtube.com/watch?v=LjIJj9ajKhQ

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Chelsea FC e o Stamford Bridge, Londres

I - Estádios de Futebol



Quem viaja com criança ou adolescente pela Europa tem que fazer algumas combinações entre museus, igrejas, parques de diversão e em alguns casos especiais, para quem tem filhos que amam futebol, visitar os Estádios de clubes famosos. Normalmente esses estádios são bem luxuosos e contam com museu de conquistas com a história dos clubes, visitas guiadas que passam também pelos vestiários, sala de entrevistas, arquibancadas e cadeiras numeradas. Finalmente tudo acaba na loja de venda de artigos esportivos do clube. É uma opção divertida e faz um equilibrio para toda família. Receita de Sucesso garantido. Começaremos com o estádio do Chelsea em Londres e seguiremos outros posts com mais 06 estádios. Os Estádios brasileiros, pricipalmente depois da Copa, não deixam a desejar e também serão incluidos nos posts futuros.



II - Stamford Bridge - Estádio do Chelsea em Londres



O Stamford Bridge é um estádio de futebol localizado no centro da cidade de Londres, e é sede do Chelsea Football Club. Inaugurado em 1877, foi adquirido em 1896 pelos irmãos Gus e Joseph Mears.


a) Visão Exterior







Com capacidade para cerca de quarenta e três mil pessoas, foi inaugurado em 28 de Abril de 1877. O estádio foi construido pelos proprietários do London Athetics Club, para competições de atletismo, e comprado pelos irmãos Gus e Joseph Mears em 1896, mas só tomando posse em 1904. 



A intenção dos irmãos Mears, era que o estádio recebesse partidas do mais alto nível do futebol. Após fracassos em trazer partidas da elite do futebol inglês, resolveram vender o estádio, mas por conselho de seu amigo Fred Parker, os irmãos Mears resolveram não vende-lo e, criar um clube para disputar partidas no estádio, surgindo assim, o Chelsea Football Club.


Após as obras de modernização, visando a segurança e o conforto dos espectadores, o estádio teve sua capacidade reduzida para 41.841 torcedores, mas o seu recorde de público deu-se em 12 de Outubro de 1935, no clássico londrino contra o Arsenal, quando foram registrados 82.905 torcedores


b) Visão Interna




c) Cadeiras e Gramado


Surpreendente como todas as cadeiras e os torcedores em consequência ficam perto do gramado. Praticamente nenhuma separação.


III - Chelsea F.C. 


O Chelsea Football Club foi fundado em 10 de março de 1905, o clube conquistou cinco vezes o Campeonato Inglês, sete vezes a Copa da Inglaterra, cinco vezes a Copa da Liga e quatro vezes a Supercopa da Inglaterra como títulos nacionais; nos internacionais, venceu uma vez a Liga dos Campeões da UEFA, uma vez a Liga Europa, duas a Recopa, e uma Supercopa Europeia.


Entre 1939 e 1945, o Chelsea foi forçado a abandonar a Liga Inglesa, juntamente com muitos outros clubes, devido a Segunda Guerra Mundial, uma vez que todos os resultados obtidos durante o conflito foram vistos como "não oficiais".



O clube teve seu primeiro grande sucesso em 1955, quando conquistou o seu primeiro título inglês. No entanto, o clube viveu seus melhores momentos durante a década de 2000 e inicio da seguinte, niveladas por conquistar quatro vezes o título nacional inglês, e uma vez cada os dois principais torneios europeus, a Liga dos Campeões da UEFA e a Liga Europa da UEFA, sendo o primeiro clube inglês a conquistar os quatro torneios mais importantes. 



O Chelsea faz os seus jogos de casa no estádio Stamford Bridge, com capacidade para 41.663 espectadores, e que fica localizado em Fulham Road.  O clube foi comprado em 2003 pelo magnata do petróleo russo Roman Abramovich.


a) O escudo


A cor tradicional do clube é o azul real, utilizado para as camisas e calções, enquanto que o branco é utilizado nas meias. Seu escudo é tradicionalmente composto por um leão segurando uma bengala. A versão original deste escudo foi utilizado pela primeira vez em 1953, quando Ted Drake foi o responsável por mudar a imagem do clube. O escudo foi alterado em 2005, para comemorar o centenário do clube, e ainda continua a ser utilizado.

 O clube dispõe de um grande número de torcedores e tem a quinta maior média de público da Inglaterra. E, segundo pesquisa divulgada em 2010, o clube também dispõe da quarta maior torcida do continente europeu, com aproximadamente 22 milhões de torcedores, número que inclui simpatizantes de outros países.


b) Museu e História do Clube




c) Troféus


 d) Uniformes

Desde sua fundação em 1905 até hoje,  os Blues já usaram 68 modelos de uniformes. O primeiro deles, criado no ano da fundação, foi utilizado até 1911. Diferentemente   do tradicional azul, a camisa era verde oliva. Essa tendência seguiu até 1920. Somente em 1921 que o uniforme ganhou a cor azul.

Homenagem a Mourinho


1960 foi uma década de mudanças – as quais se familiarizam com o uniforme atual. Os meiões passaram a ser azuis e na era Tommy Docherty (segunda metade da década) , o Chelsea aderiu aos calções azuis e meiões brancos. Segundo o treinador, a cor servia para destacar o time, já que nenhuma outra equipe usava uniforme nesse estilo.



Os anos 2000 marcaram a mudança de patrocinador do Chelsea: a Umbro deu lugar a Adidas. Os uniformes evoluíram em termos de tecnologia e ficaram mais modernos nos desenhos.


e) Os Cinco Maiores Ídolos: Tery, Lampard, Peter Osgood (ingleses) e Drogba (Costa do Marfim) , Petr Cech (Republica Tcheca)


1. JOHN TERRY | 1998-Atualidade | Goste dele ou não, John Terry foi capitão do Chelsea na temporada mais vitoriosa da equipe. Foi o líder do time nas taças de quatro Premier League, cinco Copas da Inglaterra, três Copas da Liga Inglesa, uma Liga Europa e uma Champions League.










2. FRANK LAMPARD | 2001-2014 | Quebrou o recorde de maior artilheiro do clube, marcando 211 vezes, algo incomum para um meio-campista. Conquistou a Champions League, a Liga Europa e muitas Copas da Inglaterra e Copas da Liga Inglesa.



3. PETER OSGOOD | 1964-1974 e 1978-1979 | Artilheiro do time na década de 60 e 70, marcou em todos os jogos da Copa da Inglaterra de 1970 e brilhou na Liga dos Campeões da Europa em 71, marcando também na final contra o Real Madrid.

4. DIDIER DROGBA | 2004-2012 e 2014-2015 | Um dos maiores atacantes da história da Premier League. Drogba conquistou três títulos da Premier League pelo clube entre 2004 e 2010 e marcou na conquista da Champions League, em 2012.



5. PETR CECH | 2004-2015 | Substituiu Carlo Cudicini em 2004-05 e conquistou quatro Premier League, quatro Copas da Inglaterra, a Liga Europa e a Champions League; FA Cups, the Europa League and Champions League, antes de deixar o clube e assinar com o Arsenal.

f) Vestiários


Os uniformes dos jogadores ficam já separados em frente dos seus escaninhos. Na época jogavam no Chelsea os brasileiros Deco (naturalizado português) e Alex, e os famosos ingleses Lampard, Therry e Ashley Cole.





g) Sala de Imprensa e Técnicos


Na sala de imprensa os jogadores  e técnicos dão entrevistas após os jogos.


O Chelsea já teve grandes técnicos como: José Mourinho, Roberto di Matteo, e o atual Antonio Conte.

h) Loja - MegaStore


Ao lado da entrada do Estádio tem uma MegaStore onde é posível compra camisas, bolas e demais artigos esportivos relacionados com o Chelsea F.C.

MegaStore - foto Chelseafc.com

IV - Um time Campeão - "Champions League (2012)"


O Adversário seria o Bayern, que havia eliminado o forte time do pReal Madrid, campeão espanhol naquela temporada, e que contava Cristiano Ronaldo no elenco. Além disto, os alemães jogariam a final em seu estádio, a Allianz Arena.
O Bayern chegou a abrir o placar já no final do jogo, com um gols de Muller, mas levou o empate do Chelsea em gol de Drogba. O time alemão perdeu um pênalti com Robben na prorrogação e viu o goleiro do Chelsea Petr Cech virar herói nos pênaltis, ao defender as cobranças de Schweinsteiger e Olic, dando a primeira taça da Liga dos Campeões na história aos Blues.


Time do Chelsea, Campeão da "Champions League" 2012, foto http://www.futeboleuropeu.com.br/

Escalação do Chelsea F.C. 
Titulares
GK 1    Petr Čech

RB 17 José Bosingwa
CB 24 Gary Cahill
CB 4    David Luiz 86'
LB 3    Ashley Cole 81'

DM 12 Mikel John Obi
CM 8    Frank Lampard (c)
RW 21 Salomon Kalou 84
'
AM 10 Juan Mata
LW 34   Ryan Bertrand 73'
CF 11   Didier Drogba

Reservas que Participaram
MF15 França Florent MaloudaEntrou em campo após 73 minutos 73'


FW9Espanha Fernando TorresPenalizado com cartão amarelo após 120 minutos 120'Entrou em campo após 84 minutos 84'

Técnico
Itália Roberto Di Matteo




V - Curiosidade - "A Batalha de Stamford Bridge"


A morte do rei Eduardo, o Confessor, da Inglaterra em janeiro de 1066 se tornou um estopim para uma disputa pelo trono da Inglaterra entre diversos reis do noroeste da Europa. Entre os reis que ambicionavam o trono inglês estava o rei Haroldo Manto Cinzento da Noruega, que reuniu um exército de 15 000 homens, numa frota de 300 navios, para invadir a Inglaterra. Chegando na Inglaterra em setembro de 1066, ele se reuniu com outras tropas que haviam sido recrutadas na Escócia por Tostig Godwinson.



A Batalha de Stamford Bridge ocorreu próximo à vila de Stamford Bridge, ao leste de Yorkshire, Inglaterra, em 25 de setembro de 1066, entre um exército inglês sob as ordens do rei anglo-saxãoHaroldo II Godwinson e a força invasora norueguesa liderada por Haroldo Manto Cinzento e o irmão do rei inglês, Tostig Godwinson. 



Depois de uma batalha sanguinária, os ingleses surgiram como vencedores. Haroldo e Tostig, assim como milhares de soldados noruegueses, foram mortos. Embora, tenha derrotado a invasão norueguesa, a vitória não pôde ser usufruída, pois menos de três semanas depois, Haroldo II seria derrotado e morto pelos invasores normandos na Batalha de Hastings. 



A Batalha de Stamford Brigde é simbolicamente retratada como o marco inicial do declínio da Era Viquingue, embora tenham ocorrido invasões escandinavas ainda maiores na Inglaterra nas décadas seguintes, notavelmente, as campanhas do rei Sweyn Estrithson da Dinamarca em 1069–70 e rei Magnus Barefoot da Noruega em 1098 e 1102–03.


VI - Referências


- HistoriacomGosto - Fotos e Notas de Viagem
- Wikipedia: Stamford Bridge Stadium e Stamford Brdge Batle
- Chelsea F.C. - História do Clube
-  Ídolos do Chelsea F.C - http://www.goal.com/
- Time Campeão: http://www.futeboleuropeu.com.br/

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Viena, a capital dos Habsburgos

I - Viena, a capital dos Habsburgos



Viena, capital da Áustria, tem uma população de cerca de 1,8 milhão de habitantes (dados de 2013), sendo a sétima maior cidade da União Europeia e a segunda maior cidade de língua alemã no mundo, depois de Berlim. Na sua região metropolitana, Viena conta com 2,6 milhões de habitantes - o que equivale a cerca de um quarto da população total do país. 



Burgtheater de Viena entre 1890 e 1905, foto pertencente a Livraria do Congresso Americano e obtido na Wikimedia Commons


Viena foi durante séculos a capital imperial da Casa de Habsburgo e, assim como a capital do Sacro Império Romano-Germânico, serviu também como capital do Império Austríaco, além de ter sido uma das duas principais cidades da Áustria-Hungria, como um centro cultural e político da Europa. Chegou a ser a quinta maior cidade do mundo, depois de Londres, Nova Iorque, Paris e Chicago, atingindo mais de dois milhões de habitantes por volta de 1910. Após o fim da Primeira Guerra Mundial, a cidade perdeu, no entanto, cerca de um quarto de sua população.

O Centro histórico de Viena, que é caracterizado como o local de reinado dos Habsburgos, bem como o Palácio de Schönbrunn, são reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) como Patrimônio da Humanidade. A Catedral de Santo Estêvão, e a Igreja de São Carlos são reconhecidas como dois dos edifícios mais altos da cidade. 

Viena é uma cidade com uma elevada qualidade de vida. No estudo internacional do Mercer, de 2015, a qualidade de vida foi comparada com base em 39 critérios, tais como fatores políticos, econômicos, sociais e ambientais, em 230 cidades em todo o mundo. Viena ocupou o primeiro lugar pela sétima vez consecutiva.Também está colocada como uma das cidades mais ricas do mundo. Atrai mais de 12 milhões de turistas por ano. Agora em 2016 de acordo com os critérios da revista "The Economist" Viena está em segundo lugar das cidades mais agradáveis para se viver. 


II - Histórico



Evidências arqueológicas mostram que já no Paleolítico, pessoas habitavam constantemente a região de Viena e, a partir do período neolítico, a Bacia de Viena foi habitada continuamente. A presença humana na atual Viena parece ter sido de origem celta (ca. 500 a.C.).




No século I, os romanos ocuparam a região onde hoje está o centro da cidade de Viena, perto do rio Danúbio, onde um acampamento militar (castro) conectava os civis com a cidade, para proteger a fronteira da província de Panônia.



No início da idade média, século XII, monges irlandeses foram trazidos pelo Duque Henrique II para a região  e fundaram alguns dos mosteiros da época. Hoje o mosteiro Schottenstift, no centro de Viena,  fundado em 1155 ainda permanece ativo e ligado à confederação dos Beneditinos. 



Durante a Idade Média, Viena foi a sede da Casa de Babemberg, e em 1440 tornou-se a cidade de residência da Dinastia Habsburgo. A cidade viria a se tornar a capital do Sacro Império Romano e um centro cultural de artes e ciência, música e gastronomia. Foi ocupada pela Hungria, entre 1485-1490. Nos séculos XVI e XVII, o exércitos otomanos foram barrados duas vezes fora de Viena (ver Cerco de Viena de 1529 e Batalha de Viena, de 1683). Em 1679, a peste bubônica atingiu a cidade, matando cerca de um terço de sua população.



A Casa dos Habsburgos




Com a vitória de Rodolfo I, em 1278, Otacar II da Boêmia começou o domínio dos Habsburgos na Áustria. Entre os luxemburgueses, Praga era a capital imperial, e Viena ficava sob à sua sombra. Os primeiros Habsburgos tentaram fazer com que Viena acompanhasse o ritmo de crescimento de Praga.




O Crescimento da Dinastia - Frederico III e o Sacro Império Romano

Em 1438, após a eleição do Duque Alberto II da Germânia, Viena passou a ser a residência do Rei  do Sacro Império Romano, embora Alberto não tivesse sido coroado pelo papa como exigia a tradição. Em torno dessa época  os judeus vienenses foram expulsos ou mortos nos anos de 1421 a 1422. Em 1469, a cidade emergente tornou-se a sede do bispo e, assim, ganhou a Catedral de Santo Estêvão.

A coroa do sacro imperio romano

Frederico III, foi eleito Rei da Germânia em 1440, e Arquiduque da Áustria em 1457, foi coroado como Imperador do Sacro Império Romano apenas em 1452. Em 1486, opôs-se em vão à coroação do filho como rei dos romanos e se retirou para Linz, dedicando-se à botânica, alquimia, astronomia. Foi governante incapaz, indolente, apesar de suas excelentes qualidades pessoais. Reuniu todas as terras dos Habsburgo em 1490.

Com uma política de alianças por casamentos reais, o Imperador Maximiliam I  estabeleceu os fundamentos para que a Casa dos Habsburgos se transformassem em uma grande potência. No seu período o território foi expandido e ele também promoveu a ciência e as artes. Entretanto deixou um monte de dívidas em sua morte.


Império Mundial


Em 1496, houve um casamento duplo: os filhos de Fernando e Isabel, Juana de Castela e Aragão e seu irmão Juan, Príncipe das Astúrias, casaram-se com os filhos de Maximilian, Philip e Margaret da Áustria, a fim de selar a aliança contra a França. Graças a uma série eventos acontecidos, Philip tornou-se rei de Castela. A Espanha e seus territórios associados passaram para os Habsburgos, quando o filho de Philip, Carlos V tornou-se o herdeiro de um império mundial. Carlos V, filho de Philip e neto de Maximiliano I, herdou o reino de Castela com suas possessões na América, as Filipinas e o Reino de Aragão com suas possessões na Itália (Reino de Nápoles e Reino da Sicília).


Em 1529,  Viena, pela primeira vez, foi sitiada pelos turcos, sem sucesso. A luta na fronteira entre os Habsburgos, o Império Otomano e parte da Hungria foi de quase duzentos anos, e a distância era apenas cerca de 150 quilômetros a leste da cidade, o que deixou seu desenvolvimento bastante restrito. No entanto, Viena possuía modernas fortificações.


Ilustração da cidade de Viena, livro Crônica de Nuremberg

A partir de 1551, os ensinos de Martinho Lutero levaram a uma grande adesão ao protestantismo. No entanto, o rei Fernando I ajudou a promover a recatolicização da cidade, trazendo os jesuítas à Viena e adquirindo grande influência entre as pessoas. Os jesuítas fundaram uma faculdade, a Universidade de Viena foi transferida para eles, e eles praticaram a censura de livros vindos de fora, trazendo a cidade para o ponto de partida da Contrarreforma no Sacro Império Romano

Depois da extensa epidemia de 1679 e 1713, a população começou a crescer exponencialmente. Segundo estimativas, 150 000 pessoas viviam em Viena em 1724 e 200 000 em 1790.

O Século XVIII - O Apogeu da Monarquia e de Viena


O século XVIII pode ser considerado o apogeu da monarquia austríaca. Começando com Carlos VI, ele foi caracterizado pelas construção de várias estruturas importantes. Com as reconstruções, Viena foi transformada em uma cidade barroca. Os mais importantes arquitetos do período foram Johann Bernhard Fischer von Erlach e Johann Lukas von Hildebrandt. A maior parte das construções se deu nos subúrbios, já que a nobreza começou a cobrir as terras próximas de suas propriedades com grandes jardins, formando os Palais (Schobrun, Belvedere, Modena).


Viena logo tornou-se um importante centro cultural europeu, que culminou na música do período clássico vienense (Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert).


Imperatriz Maria Teresa e seu filho José II


Imperatriz Maria Teresa

De 1717 a 1780, Maria Teresa Valburga Amália Cristina da Áustria foi a primeira e única mulher a governar sobre os domínios habsbúrgicos. Foi arquiduquesa e soberana da Áustria, Hungria, Boêmia, Croácia, Mântua, Milão, Galícia e Lodomeria, Parma e Países Baixos Austríacos, de 1740 até a sua morte. Chefiou um dos Estados mais importantes de seu tempo, governando grande parte da Europa Central. Ao mesmo tempo que implementou medidas importantes de controle financeiro no Império, tinha mão de ferro para assuntos religiosos. Não permitia o culto protestante e não gostava dos judeus. Ela teve dezesseis filhos, dos quais treze sobreviveram à infância. Os mais famosos são José II o seu sucessor e Maria Antonieta, casada com  Luís XVI da França.



Imperador titular desde 1765, José II só exerceria o poder em 1780, por morte da mãe, Maria Teresa. Suas reformas lhe valeram o apelido de "déspota esclarecido": centralização da administração dos Estados muito mais forte, abolição da servidão e da tortura. Suas convicções religiosas, que são chamadas "josefismo", subordinaram a Igreja ao Estado. Estabeleceu a liberdade religiosa por um édito em 1781 e o casamento civil.



Século XIX - Francisco José I e o Império Austro-Húngaro


No período das Guerras Napoleônicas, Viena foi por duas vezes, em 1805 e 1809, ocupada pelas tropas de Napoleão Bonaparte. Em 1804, foi feita a capital de um novo estado - o Império da Áustria. Em 1806, o Sacro Império Romano foi extinto, e Viena tornou-se sede do proclamado Império Austríaco. Depois de derrotar Napoleão, a cidade foi tomada e, entre 1814 e 1815, o Congresso de Viena restabeleceu-se, ordenando a situação política na Europa.

Em 24 de abril de 1854, Francisco José I casou-se com Elizabeth que tornou-se a famosa Imperatriz Sissi. 

Em 1867 Francisco José I com o compromisso austro-húngaro inaugurou uma estrutura de poder dualista dentro do  Império Austríaco (1804-1867) numa época em que a Áustria entrava em declínio, ao perder influência na península itálica e nos estados alemães, que se reuniram sob o controle da Prússia na Confederação Germânica, formada logo após a Guerra Austro-Prussiana.





Século XX



A Primeira Guerra Mundial não levou ameaça imediata à Viena, mas com o aumento da duração da guerra e uma crise de poder devastador que se expressava, a cidade passou a sofrer os efeitos do conflito. Um dos maiores problemas enfrentados foi a fome generalizada. O fim da "Grande Guerra" resultou também no fim da Áustria-Hungria. Em 30 de Outubro de 1918, o novo governo era chamado de Áustria (a partir de outubro 1919, chamado de República da Áustria). Em 11 de novembro de 1918, o Imperador Carlos I renunciou e deixou no mesmo dia o Palácio de Schönbrunn e, portanto, saiu de Viena. Em 12 de novembro de 1918, a Assembleia Nacional Provisória proclamou o Parlamento da República, sediado em Viena.


Imperador Francisco José I
Imperador Carlos I





Para a Áustria, a consequência mais importante da dissolução do império foi a sua degradação a uma potência de terceira categoria, ao ponto de ser absorvida pela Alemanha em 1938. Nunca recuperaria seu status de grande potência. Viena, que havia sido uma das capitais do mundo, se converteu da noite para o dia a cabeça de um país diminuto. Em 2007 estava muito distante da população que tinha em 1916 (1,6 milhões em 2007, enquanto em 1916 era de 2,3 milhões).

Com a segunda guerra mundial, em que fazia parte da Alemanha nazista, Viena, como Berlim ficou de imediata administrada pelas quatro grande potências vencedoras. Porém a o contrário de Berlim, pactos escritos de não dominação evitaram qualquer tentativa dos russos de tomarem Viena para seu controle. Em 1955 foi assinado um tratado que concedia a liberdade administrativa de Viena como capital da Áustria desde que o país pernacesse  em neutralidade absoluta em questões militares.  Isso levou para Viena o status de cidade neutra e ela é sede de importantes agências de regulação internacional.


III - Palácios de Viena


a) Hofburg Palace



O Palácio Imperial de Hofburg, é um grandioso palácio. Tem as suas origens num castelo-fortaleza medieval, datado do século XIII, sendo continuamente ampliado até o início do século XX. O Hofburg fica voltado para a Heldenplatz, mandada executar durante o reinado do imperador Francisco José, como parte do nunca concluído Kaiserforum.



Hofburg visto da Heldenplatz, foto de HistoriacomGosto

Foi a residência oficial e centro do poder dos Habsburgo, soberanos do Ducado da Áustria entre 1278 e 1918, que o usaram como sua principal residência de Inverno, enquanto o Schloss Schönbrunn era o seu palácio preferido para o Verão. Entre as personalidades históricas que nasceram no Hofburg destaca-se Maria Antonieta, em 1755.

Com mais de 2.600 salas e ocupando uma área de 20 hectares, a sua grandiosidade arquitetônica e os seus grandes jardins dominam a paisagem da região central de Viena.

Atualmente, o vasto complexo abriga a Biblioteca Nacional Austríaca, a Escola Espanhola de Equitação, os gabinetes do presidente da Áustria e museus, dentre os quais se destacam as alas preservadas dos antigos aposentos imperiais, as salas usadas durante o Congresso de Viena e a colecção de tesouros sacros e obras de arte acumuladas pelos Habsburgo durante os quase sete séculos de reinado.

Na Burgkapelle, antiga capela privativa da corte, construída no século XIII, apresentam-se todos os domingos os famosos "Pequenos Cantores de Viena".



Hofburg Palace, foto de Brian Kinney em Shutterstock.com

- História resumida de Sissi (Rainha Elizabeth)



Isabel da Baviera (em alemão Elisabeth von Bayern) , depois Isabel da Áustria, foi a imperatriz consorte da Áustria e a rainha consorte da Hungria devido ao seu casamento com o imperador Francisco José I. Ela nasceu em Munique, em 24 de dezembro de 1837. Era conhecida como "Sissi da Áustria e Hungria". Ela faleceu em Genebra, 10 de setembro de 1898.




Em agosto de 1853, a tia materna de Sissi, a arquiduquesa Sofia, esposa do segundo filho do imperador Francisco I da Áustria, convidou a irmã, Ludovica, a visitá-la em companhia da sua filha Helena, a irmã mais velha de Sissi. O objetivo da arquiduquesa com esse encontro, ocorrido numa estância de Verão em Bad Ischl, era casar o filho, o imperador Francisco José I, com a prima, de dezessete anos. Contudo, Isabel, de quinze anos, foi também ao encontro e acabou conquistando o imperador. Até hoje, acredita-se que foi amor à primeira vista.



No dia 24 de abril de 1854, na Igreja de Santo Agostinho, em Viena, Sissi, com dezesseis anos, desposou o seu primo Francisco José, então com quase vinte e quatro anos. Isabel teve dificuldades em se adaptar à estrita etiqueta da corte dos Habsburgo. O casamento gerou quatro filhos: Sofia Frederica, Gisela Rodolfo e Maria Valéria.





Sissi sofria de depressão por causa do seu casamento infeliz e da rígida vida na corte austríaca. Não tinha um bom relacionamento com a sogra, a arquiduquesa Sofia nem com a aristocracia da corte, que desprezava a sua informalidade.

Alcançou o seu único objetivo político em 1867, quando ela e o imperador Francisco José foram coroados rei e rainha da Hungria. Dez meses depois, nasceu a sua outra filha, a arquiduquesa Maria Valéria.

Não ficou conhecida somente pela beleza, mas também pelo seu gosto pela moda, dietas e exercícios físicos, paixão por cavalgadas e vários amantes. A imperatriz também escreveu poemas.

Em janeiro de 1889, Sissi recebeu a notícia da morte do seu único filho varão, o príncipe herdeiro Rudolfo. Ele foi encontrado morto ao lado da amante, a baronesa Maria Vetsera, de dezessete anos, em Mayerling. A versão oficial de suicídio é hoje contestada por alguns historiadores que afirmam que ele foi assassinado por apoiar o nacionalismo húngaro. A imperatriz nunca superou a morte de Rudolfo, facto que contribuiu para agravar ainda mais a sua depressão.

A 10 de setembro de 1898, em Genebra, Suíça, Sissi foi assassinada por um anarquista italiano, Luigi Lucheni. Inicialmente, o anarquista não tinha intenção de assassinar a imperatriz, mas sim qualquer personalidade que se encontrasse na cidade. Irritou-se quando soube que o príncipe d'Orleans, herdeiro do trono da França - o alvo perfeito - havia saído de Genebra na véspera.  

Foi um amigo, que informou Lucheni da chegada da imperatriz a Genebra, pois ela viajava incógnita. Diante da possibilidade de atingir um alvo ainda mais importante do que imaginara, o anarquista italiano alterou os seus planos e assassinou-a com um golpe de estilete no seu coração.

foto Imperatriz Elizbeth, Wikimedia Commons
vestido de baile, foto de http://www.hofburg-wien.at/



Diferentemente da Sissi imortalizada pela atriz Romy Schneider nos filmes do director Ernst Marischka, a verdadeira imperatriz foi uma esposa infeliz, depressiva, vaidosa e anoréxica, e a sua personalidade "difícil" está retratada no Museu Sissi, no Palácio Imperial de Hofburg onde mostra-se seus vestidos, retratos e objetos pessoais.


- Imperial Suites


No tour pelo Hofburg, a visita ao museu de Sissi dá direito ainda a uma visita aos aposentos imperiais. Algumas fotos são mostradas abaixo e pode-se ver que a decoração era de muito bom gosto. 


sala de jantar, foto de http://www.hofburg-wien.at/

Salas imperiais


foto de http://www.hofburg-wien.at/
foto de http://www.hofburg-wien.at/

Salão de Recepções, foto de http://www.hofburg-wien.at/


- Escola Espanhola de Equitação


A Escola  Espanhola de Equitação de Viena ,  é uma escola de equitação tradicional para cavalos Lipizzan, que se localiza no Hofburg. Não é só  um centro de adestramento clássico , a sede é uma atração turística em Viena , que oferece performances públicas, e permite eventualmente assistir a algumas sessões de treinamento. A apresentação baseia-se em quatro séculos de experiência e tradição no adestramento clássico . Os principais cavalos e cavaleiros da escola também percorrem o mundo com suas apresentações .


A incrível arena onde os cavalos Lipizzaner se apresentam foi construída entre 1729 e 1735. A Imperatriz Sisi costumava participar de corridas de trenó, no inverno, nesse lugar incrível.


A raça Lipizzan remonta ao século 16, quando foi desenvolvido com o apoio da nobreza dos Habsburgos . A raça leva o nome de um dos primeiros fazendas de criação estabelecidas, localizada perto do Carso aldeia de Lipica (escrito "Lipizza" em italiano ), na atual  Eslovénia . A raça foi posta em perigo inúmeras vezes pelas guerras que varreram a Europa, incluindo a Primeira e a Segunda Guerra Mundial

b) Schloss Schonbrunn (Palácio de Schonbrunn)


O Palácio de Schönbrunn (em alemão, Schloss Schönbrunn) era o palácio de Verão dos Habsburgos. 

Construído como residência para a imperatriz Leonor Gonzaga entre 1638 e 1643, foi severamente danificado durante o segundo cerco turco a Viena, em 1683. Em 1687, Leopoldo I encomendou a Johann Bernhard Fischerum novo edifício representativo para o seu sucessor, José I.

O palácio e o parque só foram reconstruídos e expandidos para a sua forma atual em 1743, sob a imperatriz Maria Teresa, por Nikolaus von Pacassi e Johann Ferdinand Hetzendorf von Hohenberg.

O palácio barroco foi residência de verão da família imperial austríaca desde meados do século XVIII até ao final da Segunda Guerra Mundial. Nesse período, o edifício foi habitado quase continuamente por várias centenas de pessoas da vasta corte, tornando-se um centro cultural e político do império Habsburgo. Aqui viveu até 1817, data de seu casamento com o futuro imperador brasileiro Pedro I, a arquiduquesa D. Leopoldina de Habsburgo, que teve grande papel na independência do Brasil.


O palácio de Schonbrunn era o palácio preferido da Imperatriz Maria Tereza, a mais poderosa de todo o ramo Habsburgo e na sua época foi muito expandido. Durante algum tempo o museu de Sissi ficou aqui localizado mas atualmente ele encontra-se no Hofburg.


Vista frontal do Palácio de Schonbrunn, foto de HistoriacomGosto

Visão dos jardins de Schonbrunn

jardim de Schonbrnn, foto de HistoriacomGosto
jardim de Schonbrunn, foto de HistoriacomGosto


Interior do Palácio

Em 1805 e 1809,m Napoleão manteve-se com a sua comitiva no Palácio de Schönbrunn, enquanto os franceses ocupavam Viena. Em 1830, nasceu no palácio Francisco José, que seria proclamado como imperador aos 18 anos de idade.


Hall de Recepções, www.schoenbrunn.at


Sala dos Milhões, www.schoenbrunn.at
Sala de Napoleão, www.schoenbrunn.at

IV - Museus


a) Albertina


O nobre português Emanuel Teles da Silva - Conde Tarouca (1696-1771), entrou na administração do estado Habsburgo em 1720. Em reonhecimento a sua fineza e lealdade o Imperador Carl VI (1685-1740) indicou-lhe como tutor de sua filha mais velha, Maria Theresa (1717-80), com a finalidade de dá-lhe instruções sobre assuntos políticos e comportamento moral. Ele serviu a Imperatriz como seu amigo e conselheiro ao logo de toda sua vida. Em 1744 ela deu-lhe a permissao de converter seus escritórios em residência na parte sudoeste final do palácio Hofburg.



Entrada do Museu Albertina, foto de HistoriacomGosto



O Conde Tarouca viveu em sua nova casa até sua aposentadoria em 1757 quando ele se mudou para a Boemia. 

Em 1766, o Duke Albert da Saxônia (1738-1822) casou com a filha favorita de Maria Teresa, arquiduquesa Marie Christine (1742-1798). O ducado de Teschen na Silésia era parte de seu dote, da Imperatriz novo filho-de-lei tomou o nome

Albert e Marie Christine tornaram-se governadores da Holanda austríaca em 1780. Em 1792, quando as tropas revolucionárias francesas avançaram sobre Bruxelas, o casal fugiu para Viena e passou a residir no antigo palácio do Conde Silva-Tarouca, que o  Imperador Franz II / I havia concedido para eles (1768-1835).

Em 1805, o Duke Albert instalou sua coleção famosa de arte gráfica no palácio. No testamento, que ele elaborou, em 1816, ele criou um "fideicomisso", que assegurava que a coeção permaneceria uma herança inalienável da família Habsburg.

A coleção foi referido pela primeira vez como "la coleção Albertina", em 1870, pelo seu diretor, "Inspector Gallery" Moritz von Thausing. 

Em 1919, a recém estabelecida Republica da Austria expropriou  o palácio dos Habsburg e a coleção de arte que ela continha, agora reonmeada "Albertina Graphic Art Collection'. 

Em 1945 bombardeios severos destruiram muitas das salas, a fachada do palácio ea rampa de acesso. 

O palácio foi recuperado em 2000-2003 quando as fachadas retornaram às suas aparencias originais e a fonte do Danúbio foi reativada. 


 Exposição de Monet a Picasso no Albertina em 2015



As ninféias de Claude Monet
Pássaros e Insetos, Joan Miró
Mulher Jovem, Modigliani




b) Belvedere


O palácio Belvedere é conhecido como um dos edifícios barrocos mais bonitos do mundo. Ele foi construído pelo príncipe Eugénio de Saboia no 3° distrito de Viena, a sudeste do centro da cidade. O complexo é dividido em duas partes: Belvedere Inferior e Belvedere Superior.
O Belvedere Inferior foi inaugurado em 1716 e construído pelo arquitecto Johann Lukas von Hildebrandt com a assistência do escultor Giovanni Stanetti.

De 1720 a 1723, foi construído o Belvedere Superior, novamente por Johann Lukas von Hildebrandt. No Belvedere Inferior, há um Marmorsaal (Salão de Mármore), que foi o local da assinatura do Tratado do Estado da Áustria, que formou a Áustria moderna, em 15 de Maio de 1955. O teto tem pinturas de Carlo Carlone, com um altar na capela de Francesco Solimena.

O complexo foi vendido a Maria Teresa da Áustria pelos herdeiros do príncipe. Maria Teresa deu o nome ao lugar de Belvedere, que em italiano significa Bela Vista. O palácio foi ampliado. Desde 1775, o Belvedere tem abrigado a galeria real em nome de José II da Germânia e, em 1806, a colecção do Schloss Ambras foi colocada no Belvedere Inferior. Ambas as colecções foram transportadas para o Museu de História da Arte. O último nobre a morar no local foi o Arquiduque Francisco Fernando.

Desde a Primeira Guerra Mundial, o Belvedere tornou-se o museu ncional (Österreichische Galerie Belvedere). O edifício sofreu danos durante a Segunda Guerra Mundial, mas foi reconstruído.



Palácio Belvedere, foto de @canadastock em shutterstock.com



Hoje a Galeria Austríaca encontra-se no Belvedere Superior e na parte inferior, o Museu do Barroco e o Museu de Arte Medieval.

A Galeria Austríaca no Belvedere Superior não somente mostra a arte austríaca dos séculos XIX e XX, mas também arte internacional.


Gustav Klimt e Jacques Louis David


O Beijo de Gustav Klimt  
Napoleão cruzando os Alpes, Jaques Louis David



Contém a maior coleção de obras de Klimt, Schiele e Kokoschka, obras destacadas do impressionismo francês, além da mais importante coleção de Biedermeier com obras de Waldmüller, Amerling, Fendi e de Romako, Makart, Boekl, Wotruba, Lehmden, Hundertwasser, etc.


c) Secessão


Edifício de exposições da Secessão de Viena.
Arquiteto: Joseph Maria Olbrich (1897-1898)

A Secessão de Viena ou Secessão Vienense (1897-1920) foi o movimento de um grupo de jovens artistas no final do século XIX, constituído no âmbito da  tradicional sociedade dos artistas austríacos. Liderado por Gustav Klimt, o grupo desejava romper com o que representava a Cooperativa dos Artistas das Artes Decorativas da Áustria, fundada em 1861, e protestava contra as normas tradicionais, artísticas e étnicas da época. 







A carta de Gustav Klimt foi o primeiro documento escrito do grupo a impor suas concepções sobre a arte no seio da Cooperativa. O texto reconhece a necessidade de unir a vida artística de Viena ao progresso da arte em outros países.



d) Kunsthistorisches Museum e Naturhistorisches Museum


Aberto em 1891, O Museu Kunsthistorisches ( "Museu de Belas Artes") é o maior museu de arte do país e junto com o Museu Naturhistorisches foi criado pelo imperador Franz Joseph I para abrigar a coleção de artes dos Habsburgos e torná-la acessível ao público em geral.


Interior do Museu

Interior do Museu
Torre de Babel, Pieter Brugel - O Velho, 1563


Museu de História Natural


Os dois museus têm exteriores semelhantes e ficam de frente um para o outro através Maria-Theresien-Platz . Ambos os edifícios foram construídos entre 1871 e 1891 de acordo com os planos elaborados por Gottfried Semper e Karl Freiherr von Hasenauer .


Museu de História Natural, foto de Bwag em Wikimedia

MuseumQuartier


Completando toda essa série de museus temos ainda o Museumquartier que é uma área cultural de 60.000 m2 contendo outros museus de arte moderna, espaços de exibição, ...,. 


V - Teatros e Salas de Espetáculos


a) StatsOper

A Ópera de Viena, um edifício imponente construído no século XIX tem uma das histórias mas importantes da música classica européia. Ao lado  do Musikvrein  forma o conjunto de locais imperdíveis para uma visita e um concerto na capital da música clássica. 

A estrutura do edifício foi projetada pelo arquiteto vienense Sicard von Sicardsburg, enquanto o interior foi projetado pelo decorador Edward von der nulo. Outros artistas como Moritz von Schwind que pintou os afrescos no foyer também influenciaram  no estilo.



Ópera de Viena (StatsOper), foto de HistóriacomGosto

O edifício no início não foi muito apreciado pelo público. Alguns achavam que ele não era suficientemente grande, e outros não gostavam porque  o anel rodoviário na frente da ópera foi elevado em um metro e o público achava que a ópera parecia um navio afundado. 

Em 25 de maio de 1869, a ópera abriu solenemente com a obra de Mozart, Don Juan, na presença do imperador Franz Joseph e da Imperatriz Elisabeth.


b) MusikVerein



O Musikverein (em português: "Clube da Música") é uma famosa sala de concertos,  em Viena, conhecida pela sua arquitetura acústica. Inaugurada no dia 6 de janeiro de 1870, é considerada uma das três mais belas casas de concerto do mundo, assim como o Symphony Hall de Boston e o Concertgebouw de Amsterdã, além de ser a sede da Orquestra Filarmônica de Viena.

Interior do Musicverign, foto de HistoriacomGosto



VI - Religião


Como capital do Sacro Império Romano (1438–1806), Viena tinha uma população predomi-nantemente católica. A proporção de Vienenses que se identificavam como católicos romanos em 1961 era de 90 %. Esse número caiu drasticamente para 39.8 % em 2010. 

Distribuição atual: De acordo com o último levantamento feito em 2011 os vienenses estavam distribuidos da seguinte forma:  41.3 % católicos, 31.6 % sem religião, 11.6 % muçulmanos, 8.4 % ortodoxos, 4.2 % protestantes e 2.9 % outros. 

Por causa de sua história  as igrejas mais bonitas de Viena são católicas. 

a) Catedral de Santo Estevão


A Catedral de Santo Estêvão (conhecida em lemão como Stephansdom) é uma das mais antigas catedrais do estilo gótico europeu, está situada na Stephansplatz, no centro da cidade Viena, Áustria.

Trata-se de uma obra mundialmente conhecida e um exemplo da arquitetura do século XII. A também denominada "Steffl" é uma das mais importantes catedrais góticas do mundo. O seu telhado multicolorido tornou-se um dos símbolos mais conhecidos de Viena.

Foi renovada no estilo gótico entre 1304 e 1433. Sua torre norte, com altura de 70 metros, foi renovada de acordo com a estética renascentista em 1579 e seu interior adquiriu uma tendência barroca.


Catedral de Santo Estevão, foto de Andrew Bossi em Wikimedia Commons


O primeiro ponto focal de qualquer visitante é o altar-mor distante, construída ao longo de sete anos 1641-1647, como parte da primeira reforma da catedral do estilo barroco. O altar foi construído por Tobias Pock na direção  Viena Bishop Philipp Friedrich Graf Breuner com mármore de Poland , Styria e Tirol . O altar alto representa o apedrejamento de patrono da igreja St. Stephen . Ele é emoldurado por figuras de santos padroeiros das áreas circundantes - SaintLeopold , Florian , Sebastian e Rochus - e encimado com uma estátua de St. Mary que atrai o olho do espectador para um vislumbre do céu, onde Cristo espera por Stephen (o primeiro mártir ) para subir de baixo para cima.

Interior da Catedral de Santo Estevão, foto de HistoriacomGosto



b) Igreja de São Carlos (Karlskirche)


Em 1713, um ano após a última grande praga epidemia , Charles VI, imperador do sacro império romano, comprometeu-se a construir uma igreja para seu santo homónimo, Charles Borromeo , que era reverenciado como um curandeiro para quem sofria a peste. Um concurso de arquitectura foi anunciado, em que Johann Bernhard Fischer von Erlach prevaleceu foi o ganhador. A construção começou em 1716 sob a supervisão de Anton Erhard Martinelli .


A Karlskirche (Igreja de St. Charles) é então uma igreja barroca  de grande destaque em Viena. Ela é um  dos maiores edifícios da cidade e contém um grande cúpula na forma de um elipsóide. 



Igreja de São Carlos, foto de OZgur Guvenc em Shutterstock.com




Altar, Igreja de São Carlos
Orgão, Igreja de São Carlos



VII - Desenvolvimento Econômico Social


Após o final da segunda guerra, e após o período de controle elas nações aliadas, Viena tornou-se uma cidade neutra onde se instalaram diversos orgão internacionais. Podemos citar entre eles a sede européia da Organização das Nações Unidas (ONU), sede da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP) e sede da Agência Internacional de Energia Nuclear. 

Além disso Viena destacou-se na área de serviços voltados para tecnologia de informação e biotecnologia. Grandes empresas de TI como Hewlett Packard, Siemens, IBM tem em Viena seu escritório para acesso ao mercado do leste europeu. Na área de biotecnologia temos áreas de pesquisa das empresas Johnson & Johnson, Siemens, Roche, Philips and Boehringer Ingelheim.

Nos últimos dez anos todas as pesquisas sobre as cidades com melhores indicadores de quaidade de vida tem trazido sempre Viena em primeiro ou segundo lugar. 

A revista The Eonomist no seu ranking de 2016 aponta Viena em segundo lugar no ranking que tem como fatores: estabilidade, infraestrutura, educação, cuidados médicos e meio ambiente.

Demografia


Por volta do início do século 20, Viena foi a cidade com a segunda maior Checa população na mundo (depois de Praga ). Após a I Guerra Mundial, muitos tchecos e húngaros voltaram para seus países ancestrais, resultando em um declínio na população vienense. Após a Segunda Guerra Mundial, os soviéticos usaram a força para repatriar os trabalhadores-chave de Checa, Eslováquia e origens húngaras a regressar às suas terras natais étnicas para promover a economia bloco soviético.

Sob o regime nazista, 65.000 judeus foram deportados e assassinados em campos de concentração por forças nazistas;aproximadamente 130.000 fugiram.

Um relatório oficial da Statistics Austria de 2012   mostrou que mais de 660.000 (38,8%) da população de Viena tem origem migrante total ou parcial, principalmente da Ex-Iugoslávia, Turquia, Alemanha, Polónia, Ucrânia, Roménia e Hungria.

VIII - Arquitetura


Uma variedade de estilos arquitetônicos podem ser encontrados em Viena. Estilos românicos e barrocos nas construções históricas. Uma predominancia do estilo clássico e algumas construções modernas dos novos edifício de negócios.

- Parlamento da Áustria 


A constituição conhecida como a patente de fevereiro promulgada em 1861 criou um Conselho Imperial como um legislador austríaco, e um novo edifício teve de ser construído para abrigar este órgão constitucional. 

Desde a sua construção, o edifício do Parlamento tem sido a sede das duas casas, e seus sucessores o Conselho Nacional (Nationalrat ) eo Conselho Federal ( Bundesrat ) - que constituem o legislativo austríaco.

A primeira pedra foi colocada em 1874; a construção foi concluída em 1883. O arquiteto responsável pela sua grego Revival estilo era Theophil Hansen


Parlamento da Áustria, foto de HistoriacomGosto

Na frente do edifício a "Fonte de Athena ( Pallas-Athene-Brunnen )" foi erguida entre 1893 e 1902. No meio há um espelho de água e uma base ricamente decoradas. As quatro figuras que encontram-se no sopé do Athena são representações alegóricas dos quatro rios mais importantes do Império Austro-Húngaro.


- Prefeitura da Cidade (Rathaus)


A Rathaus é um antigo prédio e palácio em Viena, que serve como sede da prefeitura e do conselho municipal da cidade. Além disso também abriga o governo e a Assembleia (Landtag) do Estado de Viena, um estado com o sistema federal austríaco.


Prefeitura de Viena
Prefeitura de Viena


A Rathaus foi concebida por Friedrich von Schmidt no estilo gótico, e construída entre 1872 e 1883. No topo da torre fica o Rathausmann, um dos símbolos de Viena. Diante da Rathaus há um grande parque, o Rathauspark.


Universidade de Viena



A Universidade de Viena foi fundada em 12 de março de 1365 pelo Duque da Áustria Rodolfo IV, e por isso nomeada Alma Mater Rudolphina.


Os laureados com  prêmio Nobel Prize que lecioanram na Universidade de Viena incluem Robert Bárány, Julius Wagner-Jauregg, Hans Fischer, Karl Landsteiner, Erwin Schrödinger, Victor Franz Hess, Otto Loewi, Konrad Lorenz and Friedrich Hayek. No total foram 15 laureados que tinham ligação com a Universidade.


Universidade de Viena 


- Parques e Jardins



Viena tem muitas praças e parques. No verão vemos muita gente passeando e frequentando essas praças. Os jardins são bem cuidados e limpos. São muito agradáveis.





- Centro histórico



O Centro Histórico de Viena é considerado Patrimônio Cultural da Humanidade. Ele não é muito grande  e é circundado pela RingStrass, que é uma avenida principal onde circulam os bondes, õnibus, carros e bicicletas.


Centro histórico de Viena, foto de Brian Kinney em Shtterstcok.com

ringstrass





- Parte Moderna - Sede da Onu e Centro de Convenções




sede da Onu, foto de wikimedia commons
centro de convenções de Viena


IX - Alimentação

Como na Alemanha, a carne bovina na Austria não é muito abundante, prevalecendo o consumo de carne de porco, apesar do famoso Wiener schnitzel ser preparado com carne de vitela. Porém,  o destaque da culinária austriáca são suas tortas, bolos e pães, em particular a Sache Torte. 

Wiener schnitzel  e Sache Torte


Wiener schnitzel (significando em Alemão escalope à moda de Viena) é um dos pratos mais famosos da cozinha austríaca. Em português, este tipo de preparado é frequentemente designado como bife empanado ou bife à milanesa. 





wiener schnitzel
sacher torte

Criada em 1832, a "Sacher Torte" está entre as tortas de chocolate mais famosas do mundo. Foi o  aprendiz de chef Franz Sacher de apenas 16 anos que criou a Sacher Torte na corte do Príncipe Metternich in 1832. Ele não podia imaginar o impacto que a sua criação teria nos amantes de chocolate do mundo inteiro. A receita da Sacher-Torte original é um segredo bem guardado e conhecido apenas dos "chefs" do hotel Sacher em Viena. 


X - Referências


Wikipedia - Casa dos Habsburgos / Viena / Palácios / Imperadores / catedral de santo estevão / igreja de São Carlos

www.austria.info: sacher tort e wienner schnitzel

http://www.habsburger.net/: Casa dos habsburgos

www.albertina.at - Albertina

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www.schoenbrunn.at - dados e fotos do palácio schoenbrunn

www.belvedere.at - museu e palácio