segunda-feira, 30 de maio de 2016

Torres em forma de Projétil - Londres e Barcelona

I - O Pepino de Londres (The Gherkin) ou 30 St Mary Axe


O 30 St Mary Axe, também conhecido como "The Gherkin (O pepino)" é um prédio comercial neo-futurístico localizado no distrito financeiro de Londres, também chamado de "City". Ele foi completado em dezembro de 2003 e aberto em abril de 2004. Com 41 níveis, ele tem 180 metros de altura e na sua localização existia um prédio de comércio marítimo que foi completamente destruído por uma bomba colocada pelo grupo terrorista do IRA em 1992. 30 St. Mary Axe é o endereço da localização e da qual o prédio tomou seu nome.  

No início o plano era de reconstruir o prédio original, inclusive com o seu formato, mas depois percebeu-se qua estrutura original não suportaria. Apenas no ano 2000 foi dado o consentimento para se construir um novo edifício no local, mas com uma série de condicionantes para que fossem respeitadas a identidade e o estilo dos edifícios existentes.

Inicialmente o plano era construir um prédio de 92 andares, mas foi depois abandonado. O atual 30 St. Mary Axe foi projetado por Norman Foster e Arup Grupo. A construção realizada pela empresa Skanska começou em 2001. 

O prédio pertenceu originalmente à  Companhia de Seguros Swiss Re, uma das maiores companhias de seguros e resseguros do mundo. Em novembro de 2014 a torre foi adquirida pelo Grupo Safra do banqueiro brasileiro Joseph Safra em um negócio estimado em R$ 2,9 bilhões (726 milhões de libras).


O prédio no ínício foi alvo de muitas controvérsias, e uma das principais críticas foi que ele obstruía a visão da Catedral de São Paulo, construída por Cristphe Wren, trezentos anos antes, e que devia ser o ponto mais alto da cidade. Com o passar do tempo o prédio tornou-se um símbolo íconico de Londres e é um dos exemplos da arquitetura contemporânea mais reconhecidos na cidade tendo ganhado vários prêmios de arquitetura, entre eles o prestigiado Prêmio Stirling do Royal Institute of British Architects em 2004.


I.1 - A Forma




A variação do diâmetro das plantas é significativo, mede 49 metros na base, 56,5 na parte mais larga, afinando para 26,5 no piso superior, que é o que lhe dá a aparência de "foguete" ou "pepino", como os londrinos o batizaram.

A forma oval atinge uma área média de 1.400 metros quadrados por andar, que se eleva a 1.800 no nível 16 e cai para 600 no 34.

De acordo com o autor, portanto, "promove o fluxo de ventos em volta das paredes, diminuindo a pressão sobre a estrutura e previne  que os fluxos sejam direcionados ao nível do solo, onde poderiam afetar os pedestres."







Além disso, a forma oferece vantagens no interior como a possibilidade de arranjo ortogonal em áreas de computadores, no centro, em uma área de banheiros e escadas. A maioria das salas têm vista para o exterior: apenas 3% dos espaços são fechados.


I.2 - Estrutura




É a estrutura que difere "The Gherkin" da maioria dos edifícios de grande altura, que utilizam o centro para a estabilidade lateral. Aqui, a estrutura é composta por um núcleo central rodeado por uma rede de elementos de aço interligados na diagonal. O sistema de suporte da torre  é assegurado por esta armadura exterior de aço cuja pedra angular é formado por dois poderosos  "V invertidos", atingindo até dois níveis.  



A grade externa da fachada é composta de três painéis de espessura: vidro duplo exterior e vidro inteiror laminado para otimizar o investimento sem retirar entradas de luz. É uma orquestração trabalhosa de luz e reflexos controladas. 



O brilho é mais elevado em níveis mais baixos, enquanto a partir da cintura do prédio  os efeitos de reflexão solar foram minimizados. Isso também foi possível graças a ferramentas digitais implantadas no projeto. No total, cerca de 5.500 painéis que foram montados na estrutura: todos são planos (exceto para a cúpula) e somente os que estão localizados em cortinas externas podem ser abertos para ventilação.





           Parte térrea da Torre na City                             Visão interna da Torre



I.3 - Visão geral da cidade




Com os cuidados tomados sobre a altura máxima, reflexão do sol, equilibrio com prédios vizinhos, o "The Ghenkin" harmonizou com a paisagem existente e já não chama tanto a atenção dos Londrinos, que hoje até o apreciam.


II - Torre de Barcelona (Torre Agbar)



A Torre Agbar (acrônimo de Águas de Barcelona) é um arranha-céus em Barcelona (Espanha), localizado no encontro da Avenida Diagonal com a Calle Badajoz, perto da Plaza de las Glorias e marca a porta de entrada para o distrito tecnológico de Barcelona conhecido como 22 @ . 


A torre foi projetada pelo arquiteto Jean Nouvel, em colaboração com a empresa b720 Fermín Vázquez Arquitectos.


A Torre tem 34 andares na superfície e quatro pisos subterrâneos com um comprimento total de 145 metros, tornando-se, no momento da abertura (Junho de 2005) no terceiro edifício mais alto na capital catalã. Ela é superada apenas pelas Torres do Hotel Arts e da Mapfre (ambos com 154 metros de altitude).



O edifício tem um total de 50,693 metros quadrados, dos quais 30.000 são escritórios, 3.210 instalações técnicas, 8.132 serviços, incluindo um auditório e 9.132 estacionamento.



Foi oficialmente inaugurada pelos reis da Espanha em 16 de setembro de 2005 e teve um custo de 130 milhões de euros.

II.1  - Conceito



O edifício é formado como a união de dois opostos: a leveza do vidro que cobre o edifício em forma de ripas de 120 x 30 cm, e a solidez da estrutura de concreto, criando entre eles um grande fractal.





"Isto não é uma Torre"


Segundo os seus projetistas, esta não é uma torre ..., ou um arranha-céus, no sentido americano. É uma forma emergente, elevando-se singularmente no centro de uma cidade normalmente tranquila. Ao contrário de agulhas finas e campanários que perfuram o horizonte geral cidades horizontais, esta torre é uma massa fluida que irrompe através da terra como um gêiser sob pressão permanente, calculado.



A superfície do edifício evoca a água: suave e contínua, brilhante e transparente, os seus materiais se revelam em nuances de tons de cor e luz. É a arquitetura da terra sem o peso da pedra, como um eco distante de velhos obsessões catalães formais transportados por um vento misterioso Montserrat.






As ambiguidades de matéria e luz fazem a torre Agbar ressoar contra a linha do ceú de Barcelona, de dia e de noite, como uma miragem distante que marca a entrada na avenida diagonal a partir da Plaça de les Glories. Este objeto único vai se tornar o novo símbolo da Barcelona, ​​a cidade internacional, e um dos seus melhores embaixadores ... (Jean Nouvel)



II.2 - Estrutura





A estrutura é formada de dois  cilindros de concreto ovais não-concêntricos, de modo que um é totalmente coberto pela outra. O cilindro mais exterior é completado por uma cúpula de vidro e aço que, como um resultado fornece à torre  a sua forma característica de um projétil.



Neste cilindro exterior, com uma espessura de 45 cm na base e 25 nas suas aberturas superiores estão localizados as janelas, enquanto que no interior, de 50 cm na base e 30 no seu topo, é onde estão os elevadores, escadas e instalações.









Iluminação



Um dos aspectos mais característicos do edifício é a sua iluminação noturna. A torre tem mais de 4.500 dispositivos de iluminação, que podem operar de forma independente usando a tecnologia LED e permite a geração de imagens luminosas em toda a sua fachada. O sistema permite a projetar 16 milhões de cores, graças a um sofisticado sistema de hardware e software, além da capacidade de criar transições também de cor independente, mostrando sem atrasos e criando um efeito impressionante.


II.3 - Visão geral da cidade



Uma vez finalizada, a Torre de Agbar se converteu rapidamente em um ícone arquitetô-nico da cidade de Barcelona e um de seus edifício mais conhecidos.

No início exisitiram muitas críticas dos cidadãos e especialistas que achavam que uma construção com essas características, difícilmente se encaicharia em Barcelona. Com o passar do tempo, entretanto, a torre tornou-se um dos símbolos da capital da catalunha e um dos seus atrativos turísitcos. 





                                        foto de Ekaterina Pokrovsky em Shutterstock.com

Outros ângulos da Torre Agbar



                     Foto de DiegoMariottini em Shutterstock.com   Foto de Luciano Mortula /Shutterstock.com



III - Comparação entre as Torres de Londres e de Barcelona


a) The Guardian - Londres -  "A Torre Agbar é a Torre Gherkin de férias"


À primeira vista, os dois arranha-céus cônicos  de fato, parecem ser gêmeos. Mas é ao chegar mais perto da torre de Barcelona, que as diferenças se revelam. Desenhado por Jean Nouvel, arquiteto de bonitas obras como "Institut du Monde Arabe" e "Fondation Cartier", em Paris,  vemos que o prédio   cintilante de 31 andares, 144m Torre Agbar é mais curto, mais estreito e metade do volume de "The Gherkin". 


Onde a estrutura da torre de Londres é uma grade de aço diagonal exposta e reluzente, a Torre Agbar é uma concha de concreto espessa envolta em uma pele de folhas de alumínio perfilado e uma blusa diáfana de grelhas de vidro.



Enquanto "The Gherkin"  é cercado em uma cidade apertada no centro financeiro  de Londres, a Torre Agbar tem vista para uma ampla rotunda onde Avenida Diagonal encontra Carrer Badajoz, e está situada em uma área  de baixo crescimento fragmentada.



Uma explosão de cores, a Torre Agbar é a torre de Foster de férias. É maravilhoso ao pôr do sol, como os vermelhos, laranjas e azuis de sua pele interna capturam o sol e refletem através de uma miríade de pequenas telas de vidro. 



Em uma certa luz, a torre realmente parece  ser feita de água, ou luz ou fogo. Esta é a torre do arquiteto francês, que longe de imitar a Torre de Foster, estava tentando construir por muitos anos.


As torres iluminadas


       The Gherkin de Foster                                   Torre Agbar de Jean Nouvel 
                     foto de anders/Shutterstock.com
      foto de holbox/Shutterstock.com




Conclusão


Como vimos, apesar de as duas torres terem o formato parecido, e terem sido construídas em períodos muito próximos (dois anos de diferença), elas tem características arquitetônicas completamente diferentes e que as tornam ímpares e igualmente interessantes.

IV - Referências


Texto: 
Torre Agbar: Wikipedia Espanhola e  en.wikiarquitectura.com/index.php/Agbar_Tower
The Gherkin: Wikipedia Inglesa e en.wikiarquitectura.com/index.php/30_St_Mary_Axe_(The_Gherkin)


Fotos: Shutterstock e wikiarquitectura

domingo, 29 de maio de 2016

Torre em forma de projétil ?

I - Desafio: Quantas Torres  são mostradas nas fotos ?


As  torres mostadas nas fotos, são torres diferentes em cidades diferentes ou são fotos da mesma torre somente com ângulos diferentes ? Onde fica(m) localizada(s) a(s) torre(s) ?

I.1 - Visão mais focada






I.2 - Visão geral da cidade





segunda-feira, 23 de maio de 2016

Arquitetura - Espaços Públicos: Aeroporto de Madrid Barajas

1. - Introdução


O Aeroporto Adolfo-Suárez em Madrid-Barajas, foi aberto em 1933, e desde então foi ampliado várias vezes. A última e mais significativa foi em 1997, quando a empresa privada Aena que é a sua proprietária, anunciou um concurso para uma nova expansão. 

A proposta vencedora foi a do arquiteto britânico Richard Rogers, em colaboração com Antonio Lamela do Estudio Lamela de Madrid 

Barajas é o maior aeroporto espanhol por tráfego de passageiros e carga aérea, o quinto na Europa e o vigésimo nono no mundo em número de passageiros.

Tem quatro terminais conhecidos como T1, T2, T3 e T4. O conjunto do T4 tornou-se operacional no início de 2006, fazendo com que o Aeroporto de Barajas em Madrid se tornasse o maior da Europa por terminais de superfície, com um milhão de metros quadrados, distribuídos entre T1, T2, T3, T4, T4-S. O terminal T4 custou cerca de 07 (sete) milhões de euros.







2. - Prêmios


O terminal T4 do Aeroporto de Barajas  foi homenageado com o Prémio Stirling do Royal Institute of British Architects, o mais prestigiado da Grã-Bretanha em arquitetura. Ganhou também outros premios internacionais como os Prémios Europeus de RIBA 2006, Melhor Projeto de Engenharia 2005 pelo Instituto de Engenharia de Espanha e  o Prêmio Design T + L 2006, na categoria de "Melhor espaço público '.





3. - Conceito

O processo de concepção centrou-se  no fornecimento aos passageiros de melhores condições de permanência, criando uma experiência atraente e tranquila. 

O trabalho baseia-se em três ideias: Os telhados de papelão ondulado, colunas em pares, e uma gama de cores do arco-íris que variam de azul escuro para vermelho e para o amarelo. 

As cores nas colunas que sustentam o telhado ondulado, fazem a identificação das diferentes áreas do terminal. O projeto atende altas exigências de energia e redução de custos, e uma grande funcionalidade. 










4. Detalhes Arquitetônicos


4.1 - Luz natural


Cada módulo é separado do seguinte por um espaço a que chamamos o "canyon". Trata-se da interface entre as várias fases, facilitando a sua orientação e que é reforçado pela introdução de luz natural no edifício. Isso  reduz de forma significativa a dependência de iluminação artificial, melhorando drasticamente a qualidade e a percepção do espaço.

4.2 - Estrutura


O novo terminal tem uma clara progressão dos espaços para as partidas e chegadas de passageiros. O projeto do edifício, de forma modular cria uma seqüência repetitiva formada por ondas enormes em asas de aço pré-fabricadas. 

A base tem uma grande estrutural central dupla em forma de árvores. Estes pilares em forma de H são abertos na parte superior por dois tubos de aço estruturais inclinados. Esses tubos diminuem o seu diâmetro à medida que se aproximam da placa ondulada que suporta o telhado.


4.3 - Materiais


Pisos


Os pisos das diversas partes foram cobertos com grandes lajes de mármore em diferentes tons que combinam pisos de vidro reforçado em determinadas áreas de descanso.  






As áreas de esteiras de bagagem, mais escuras e fechadas, são iluminadas por inúmeros pontos de luz cercada por grandes telas brancas de metal penduradas nas vigas do teto.





O mesmo tipo de iluminação é adotado na área do free-shopping e dos restaurantes.


Teto

A impressionante estrutura ondulada de metal do teto,  é coberta com tiras de bambu que dão uma aparência suave e simples. 

Em contraste, tubos de aço estrutural, em forma de árvores são pintadas com cores diferentes, em uma gama de matizes graduadas. O lado de fora do telhado foi concluída em alumínio.






Meio Ambiente



Os arquitetos foram confron-tados com o desafio de equilibrar o uso de sistemas ambientais de luz natural e que convivessem com o intenso calor do verão de Madrid. 

Isto foi conseguido através do posicionamento do aeroporto para que ele pudesse se beneficiar da orientação norte-sul e as suas fachadas principais de frente para o leste e oeste. 





As fachadas são protegidas por uma combinação de saliências profundas geradas pela continuação do teto buscando  sombreamento externo.  O uso da luz natural também é um componente-chave na redução do consumo de energia.



5. Referências



- Página de Arquitetura da wikipedia: : https://en.wikiarquitectura.com/index.php/Barajas_T4

- Fotos: Shutterstock.com






Arquitetura I - Espaços Públicos

                                        foto de Jose AS Reyes em Shutterstock.com

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Castelos do Vale do Loire I

I - O Vale do Loire I



O Loire é o maior rio da França, com um comprimento de 1006 km. Sua origem está localizada na encosta sul do Monte Gerbier-de-ponta, sudeste do Maciço Central, no departamento de Ardèche. Sua foz ao Oceano Atlântico é no departamento de Loire-Atlantique, no oeste da região Pays de la Loire. Seu curso é inteiramente na França conforme mostrado no mapa abaixo.

O Loire determina duas grandes regiões na França: A região Centre - Val de Loire e a região País do Loire.

A região marcada no retangulo vermelho ficou sendo a mais conhecida  devido ao seu grande potencial histórico e turístico.


O Rio Real e os Castelos do fim do século XV no  período do Renascimento

Os 280 km do Vale do Loire localizado entre Sully-sur-Loire e Chalonnes-sur-Loire foram classificadas em 2000 pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade. 

O Loire é por vezes apelidado de "rio real" pelo grande número de castelos que o margeiam, tendo sido muitos deles castelos reais: Exemplos são o castelo de Chaumont com vista para o Loire, na margem esquerda, o castelo de Amboise construída na confluência do Loire com o Hoard, o castelo de Azay-le-Rideau, o castelo de Chinon , o Château de Montsoreau  e muitos outros.




                          Mapa feito por Kmusser em wikimedia commons



II - Cidade de Tours - Base para exploração


Tours é a maior cidade da região Centre-Val de Loire com cerca de 130.000 habitantes (2013) na cidade própriamente e em torno de 300.000 habitantes no distrito. Tours é a sede da Prefitura do departamento Indre et Loire e é a mais central para fazer uma boa exploração dos castelos da região. Tours fica a 01 hora de Paris utilizando-se o sistema do TGV.  A cidade tem uma boa estrutura de hotéis, restaurantes e agencias de turismo. É ainda uma cidade agradável com pontos interessantes de visitação.

       Centro Histórico - foto de Dadavidov em http://www.tourisme-en-france.com/fr

Observação 1: Não é aconselhado fazer as visitas aos castelos em um só dia. O ideal é dividir a região e fazer a visita em pelo menos três dias para ter bastante tempo para apreciá-los.

Observação 2: Outra alternativa de hospedagem é ficar nas pequenas cidades ao redor de Torus onde existem muitos pensões do tipo "bed and breakfast (cama e café)" que são muito charmosas.

III - Castelo de Chenonceau 


Conhecido como o Castelo das Damas, Chenonceau foi construído, adaptado e expandido por mulheres de temperamentos diferentes mas cada uma importante em sua época.

Catherine Briçonnet

Na segunda metade do século XV, Jean Marques II solicita ao Rei  Charles VII autorização para construir um castelo na região, sendo por esse atendido. O castelo foi construído de uma forma simples em estilo medieval. O Castelo foi adquirido posteriormente por Thomas Bohier que delegou à sua esposa Catherine Briçonnet a tarefa de reformá-lo. Catherine o transforma num castelo renascentista terminando suas obras em 1512.

Após a morte de Thomas e posteriormente de sua esposa, o reino da França faz uma auditoria nas contas de Thomas e aplica uma severa multa aos herdeiros acusando Thomas de Peculato. Nas negociações o castelo de Chenonceau é transferido para propriedade real de Francois I em 1535. O castelo estava meio abandonado devido às condições financeiras dos Bohier.

Diane de Poitiers


Três meses após a morte de Henri I em 1547, o seu filho Henri II oferece Chenonceau a sua favorita Diane de Poitiers , duquesa de Valentinois e jovem viúva do velho marechal Breze.


Diane de Poitiers fez providenciar, na margem direita do Cher , o jardim que leva seu nome. Na Primavera de 1551, esta área de dois hectares é protegida contra inundações por um dique. O terreno é cercado por fossos, reforçado com paredes de pedra, e suportada por pilares de alvenaria.



De 1556 a 1559, por solicitação de Diana Poitiers foi realizada a tarefa de construir uma ponte que liga o castelo para o lado esquerdo, a fim de criar novos jardins e acesso à caças maiores. O rei Henrique II faleceu em julho de 1559 antes da finalização da ponte.



                           Castelo de Chenonceau -  foto de @Mocav em fotolia.com


Catherine de Médicis


Com a morte de Henrique II, sua esposa a Rainha Catherine de Médicis, forçou  Diane Poitier a devolver o castelo de Chenonceau para a coroa francesa e aceitar em troca o Castelo de Chaurmont-sur-Loire, que ficava entre Blois e Amboise. 

Catherine de Médicis decidiu então embelezar Chenonceau e criar o seu próprio jardim, que permanece até hoje. Ela tinha planos de expandir enormemente Chenonceau, mas devido à dificuldades financeiras, esses planos acabaram não se concretizando;



Parte Interna do Castelo de Chenonceau

           foto de NaughtyNut / Shutterstock.com                   foto de Pigprox / Shutterstock.com


Outras Damas de Chenonceau:

Após a morte de seu marido Henrique III,  Louise de Lorraine, a Rainha Branca, converte Chenonceau em um lugar de contemplação. Em seguida, ele é salvo da destruição por Louise Dupin durante a Revolução Francesa e, finalmente, recebe uma restauração completa pela Sra. Pelouze em 1863. O castelo foi comprado pela família Menier em 1913 que são os seus donos até os dias atuais.


IV - Amboise



O Castelo de Amboise foi iniciado no século XI, quando o Conde de Anjou, reconstruiu a fortaleza em pedra numa colina com vista para o Loire de forma a controlar o estratégico vale.   



O castelo, como todos os outros, foi ampliado e melhorado ao longo do tempo. No dia 4 de Setembro de 1434, o edifício foi confiscado e adicionado por Carlos VII aos bens da Coroa, depois que seu proprietário, Louis d'Amboise  foi acusado de conspiração contra Luís XI e executado em 1431. 



Uma vez nas mãos Reais, o castelo tornou-se um dos favoritos dos reis franceses; Carlos VIII de França, que aqui nasceu e faleceu, decidiu fazer extensas reconstruções, começadas em 1492 ao estilo do gótico flamboyant francês tardio e, depois de 1495 empregou dois mestres pedreiros italianos, Domenico da Cortona e Fra Giocondo, os quais providenciaram para Amboise alguns dos primeiros motivos decorativos renascentista .  

  iv.1 - Castelo de Amboise



                                   Castelo de Amboisefoto de @PROMA em fotolia.com
São deste período:

Capela de Saint-Hubert. foto de Claudev8 em wikimedia commons

  • capela de Saint-Hubert, situada no exterior do corpo do castelo, e a decoração, de arquitectura gótica flamboyant.  Inicialmente, esta capela fazia parte integrante do castelo, mas agora só existe a capela que contém o túmulo de Leonardo da Vinci;
  • A ala Carlos VIII, também de estilo gótico flamboyant, que compreende os alojamentos do rei e da rainha;
  • A ala Luís XII, de estilo renascentista italiano, onde estão os alojamentos do século XIX;
  • As duas torres dos cavaleiros (Torre dos Mínimos e Torre Heurtault) - rampas cobertas que permitiam o fácil acesso dos cavalos e das carruagens, desde o nível do rio Loire até ao plano do castelo;
  • O parque no terraço, onde se encontra um busto de Leonardo da Vinci e um memorial muçulmano para os acompanhantes do teólogo Abd El Kader, falecidos em Amboise durante o seu cativeiro.

No início do século XVII, o gigantesco edifício estava abandonado quando passou para as mãos de Gastão de Orleães, o irmão do Rei Bourbon Luís XIII. Durante a Revolução Francesa, a maior parte do castelo foi demolida.
Rei Luís Filipe herdou o castelo da sua mãe, tendo começado a restaurá-lo. No entanto, com a sua abdicação, em 1848, o castelo foi confiscado pelo governo.
Já no século XX, durante a invasão nazista, em 1940, o castelo foi seriamente danificado.
Desde 1840, o Castelo de Amboise está classificado como Monumento Histórico (monument historique) pelo Ministério Francês da Cultura. Hoje em dia, o actual Conde de Paris, descendente de Luís Filipe, repara e conserva o castelo através da Fundação Saint-Louis.

            Castelo de Amboise -  foto de NaughtyNut em Shutterstock.com           foto de S74 / Shutterstock.com


  iv.2 - Clos Lucé


O chateau Clos Lucé, antigamente conhecido como Cloux, é uma mansão localizada na cidade de Amboise, no vale do Loire na França.

Construído em meados do século XV, foi adquirido em 1490 pelo rei Carlos VIII da França para sua esposa, Ana da Bretanha.

Em 1516, Francisco I convidou Leonardo da Vinci para visitá-lo em Amboise e emprestou-lhe Clos Lucé como um lugar para ficar e trabalhar. Leonardo, um visitor e pintor famoso, chegou com tres das suas pinturas: Mona Lisa, SantAna, e São João Batista.






Leonardo viveu em Clos Lucé durante os últimos anos da sua vida, até à sua morte, ocrrida no dia 02 de Maio de 1519. Diz-se que o solar está ligado por uma passagem subterranea ao Castelo de Amboise, do qual dista 500 metros, para permitir que o soberano visitasse o homem de ciência com toda a discrição. 

Atualmente, Clos Lucé pertence à família Saint Bris e alberga um museu, o qual reflete a prestigiosa história da região e inclui diversos modelos das várias máquinas desenhadas por Leonardo. 


           foto de Pecold em Shutterstock.com                  foto de Pecold em Shutterstock.com

V - Chambord




O Castelo de Chambord, é um dos mais conhecidos castelos do mundo devido à sua distinta arquitetura em estilo Renascentista francês que combina as formas medievais francesas tradicionais com as estruturas clássicas italianas. 



Embora seja o maior palácio do vale do rio Loire, foi construído apenas para servir de pavilhão de caça para Francisco I de França, que mantinha a sua residência no Château de Blois e no Château d'Amboise. O projeto original do Château de Chambord é atribuído, apesar de várias dúvidas, a Domenico da Cortona, cujos modelos de madeira sobreviveram tempo suficiente para serem traçados por André Félibien, no século XVII. Alguns autores, de qualquer forma, afirmam que o arquitecto renascentista francês Philibert Delorme teve um papel considerável no desenho do palácio.  Chambord foi alterado consideravelmente ao longo do tempo que durou a sua construção (1519  ‑ 1547), período durante o qual foi supervisionado in loco por Pierre Neveu.



Em 1913, Marcel Reymond fez a primeira sugestão de que Leonardo da Vinci, um convidado do rei Francisco I, em Clos Lucé próximo de Amboise, foi responsável pelo desenho original. A alegação é que Chambord reflete os planos de Leonardo para um château em Romorantin para a Rainha-mãe. A engenhosidade da escadaria em dupla-hélice é uma das justificativas. A discussão ainda não está concluida. 



Próximo do final da obra, o Rei Francisco I exibiu o seu enorme símbolo de poder e riqueza, ao convidar o seu velho inimigo, o imperador Carlos V, para Chambord.



                            foto do Castelo de Chambord de @Pierre Violet em fotolia.com


O interior do Castelo de Chambord




     foto de Tomsickova Tatyana / Shutterstock.com             foto de NaughtyNut em Shutterstock.com

VI - Referências 

Textos:
- Wikipedia, português e francês sobre o Val de Loire e os seus  castelos

Fotos:

- Visitei o Val do Loire em 1998. Na época as minhas fotografias não eram ainda digitais, por isso uso fotos adquiridas dos sites fotolia e shutterstock para melhor ilustrar.