terça-feira, 1 de março de 2016

Igreja do Salvador no Sangue Derramado - São Petersburgo

I - Catedral da Ressurreição ou Igreja do Salvador no Sangue Derramado - São Petersburgo - Rússia



Essa catedral ortodoxa foi construída como um memorial ao Imperador Alexandre II no local onde ele foi assassinado em março de 1881, por Ignaty Grinevitski, membro da facção política Narodnaya Volya (A Vontade do Povo).

Alexandre II foi conhecido como um dos melhores imperadores da Rússia e deu início a uma série de reformas radicais. Ele implantou a abolição do regime de servidão dos camponeses, reformou o sistema judiciário, implantou o serviço militar obrigatório para todas as classes, e encorajou o movimento nacionalista Finlandês. Apesar disso o movimento terrorista buscava incessantemente o assassinato do Czar como forma de buscar uma revolução social que melhorasse as condições do povo rapidamente.

A construção da Catedral foi iniciada em 1883 no governo de Alexandre III e concluída em 1907 durante o reinado de Nicolas II. A igreja foi desenhada pelo arquiteto Alfred Parland e pelo Arquimandrita Ignati (nome secular Mályshev), reitor do mosteiro Tróitse-Sérguievski.


A 19 de agosto de 1907, o metropolita António de São Petersburgo e Ladoga consagrou a igreja. 

A pedido do Czar Alexandre III a igreja foi concebida no puro estilo russo. A igreja é de tijolo vermelho e castanho, toda a superfície das suas paredes está coberta de adornos elaborados e detalhados, similares aos produzidos por mestres do século XVII em Moscovo e Iaroslavl.



II - Parte Externa


As cinco cúpulas centrais da igreja são únicas, revestidas de cobre e esmalte de diferentes cores, elas lembram as cúpulas policromadas da sagrada Catedral de São Basílio em Moscou. Essa Catedral é frequentemente comparada / confundida com a Igreja da Ressurreição, apesar da total diferença da planimetria.

                                       Visão da outra parte frontal

Durante a Segunda Guerra Mundial e o cerco da cidade, uma bomba atingiu a cúpula mais alta da igreja. A bomba não explodiu e permaneceu encerrada na cúpula da igreja durante 19 anos. Somente quando os trabalhadores subiram à cúpula para reparar as goteiras, a bomba foi encontrada e retirada.




Após 27 anos de obras de restauro, a igreja foi inaugurada como museu estatal, onde os visitantes podem conhecer a história do assassinato de Alexandre II.

III - Parte Interna


Os mosaicos são de suma importância na decoração da Igreja da Ressurreição, eles formam uma das maiores coleções de mosaicos da Europa.

Os mosaicos estão organizados em linha com o conceito teológico da igreja. A cobertura da cúpula está revestida com a imagem em mosaico de Cristo Pantocrator.

Uma Igreja Ortodoxa  usualmente é  mais ou menos quadrada no plano, com um largo espaço central coberto com um dono.  Na Rússia, de uma forma geral, o domo das Igrejas tem essa  surpreendente forma de cebola que dá um aspecto tão característico a quase todas paisagens. 

As naves alongadas, comum nas catedrais e grandes igrejas paroquiais do estilo gótico, não são encontradas na arquitetura de Igrejas Orientais. Como regra não existem cadeiras ou bancos na parte central da Igreja, apesar de poderem existir colocadas ao longo da parede. Um Ortodoxo normalmente fica em pé durante os ofícios da Igreja 
Fonte: www.ecclesia.com

a) Aspecto Geral


As Igrejas Ortodoxas, embora tenha uma raiz comum com a Católica Romana, tem o   rito de uma forma um pouco diferente. Isso se reflete também na própria construção e organização das Igrejas que são preparadas para acompanhar esses ritos. De uma forma bastante resumida, apenas para ilustrar a organização da Catedral e não os ritos propriamente ditos, ilustramos abaixo alguma diferenças:

As Igrejas Ortodoxas são cheias de ícones: na iconostase,  nas paredes,  em relicários especiais, ou numa espécie de escrivaninha onde eles podem ser venerados pelos fieis. 

Quando um Ortodoxo entra na Igreja, sua primeira ação é comprar velas, ir para a frente de um ícone, fazer o sinal da cruz, beijar o ícone e acender uma vela em frente a ele.
(www.ecclesia.com)




b) Colunas


              Cristo diante de Caifás                                  Anunciação
               

c) Iconostase e Altar


Em toda Igreja Ortodoxa o Santuário é separado do resto pela iconostase, uma separação sólida,  muitas vezes de madeira  coberta com ícones.   Antigamente,  o santuário era separado somente por uma parede baixa de um metro ou pouco mais. Muitas vezes essa separação tinha uma série de colunas que suportavam uma luminária horizontal ou uma trave: Algo desse tipo pode ainda ser visto hoje na Igreja de São Marco, em Veneza. Só em tempos mais recentes — em muitos lugares não antes aos séculos quinze ou dezesseis — esse espaço entre as colunas foi preenchido, e a iconostase apresentou sua atual forma sólida. 



Iconostase Central em frente ao santuário  


A iconostase é aberta em três locais com portas. A porta grande no centro — a Porta Real — quando aberta permite uma vista do altar. Essa porta é em duas metades, atrás das quais fica uma cortina. Fora do tempo de ofícios, com exceção da semana após a Páscoa (semana Jubilosa), as portas são mantidas fechadas e a cortina também. Durante os ofícios, em momentos particulares as portas são abertas, ou fechadas, enquanto que ocasionalmente as portas estão fechadas e a cortina aberta. 

Muitas paróquias Gregas, no entanto, não fecham mais as portas e as cortinas em qualquer momento da Liturgia; em certas Igrejas as portas foram removidas, enquanto outras Igrejas seguiram um caminho que é liturgicamente mais correto mantendo as Portas mas removendo as cortinas. 

Das duas outras portas, a da esquerda conduz ao altar da Prothesis ou Preparação (onde são mantidos os vasos sagrados, e onde o Padre prepara o pão e o vinho no começo da Liturgia); a da direita conduz ao Diakonikon (agora geralmente usado como local de paramentação, mas originalmente o local onde os livros sagrados, particularmente o evangeliário, eram guardados junto com as relíquias).

Leigos não são permitidos a irem além da iconostase, exceto por razões especiais como prestar algum serviço na Liturgia. O altar em uma Igreja Ortodoxa — A Mesa Sagrada ou Trono como é chamado — fica livre no centro do santuário; atrás do altar, contra a parede é colocado o trono do Bispo.


                                                   Iconostase lateral da igreja


d) Teto - O Cristo Pantocrator


Pantocrator, na iconografia do Cristianismo, refere-se a uma forma de representação de Jesus. É uma palavra de origem grega que significa "todo-poderoso" ou "onipotente". Esse termo é encontrado várias vezes no Novo Testamento em grego. Provém de pan (tudo ou todo) e krátos (alto, em cima originando governo e poder). A mão direita, em posição de benção  - com o polegar voltado para si, os dedos médios e apontador em posição oblíqua, quase vertical, e os demais dedos dobrados e direção à palma da mão (fechados). Esta posição da mão direita indica sua dupla natureza - a divina e a humana - indicada nos dois dedos erguidos e sua participação na Trindade como segunda Pessoa indicada pelos três dedos unidos nas pontas. Na mão esquerda as Sagradas Escrituras (wikipedia).



Teto central - O Cristo Pantocrator


Teto secundário
                                        

c) Portal de Saída





IV - Referências


Fonte do Texto Aspectos Gerais Igreja São Salvador no Sangue Derramado: Wikipedia
Fonte referente aos aspectos litúrgicos:
http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/igreja_ortodoxa/a_igreja_ortodoxa_fe_e_liturgia6.html

Fotos: historiacomgosto

3 comentários:

  1. Imagens e comentàrios ótimos. Arte,história religiosidade integrados integrados para resultar nesta. Maravilha

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  2. Obrigado pelo seu comentário. Estamos sempre procurando agregar informações novas, costumes, tradições, ...,.

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  3. Vou ver com certeza! São Petesburgo está nos meus planos.

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