quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Instituto Ricardo Brennand - O Brasil Holandês nos arredores de Recife

1. - Instituto Ricardo Brennand





Nos arredores de Recife, encontramos o Instituto Ricardo Brennand, insituição particular, criada pelo industrial pernambucano Ricardo Brennand e sem dúvida um dos melhores museus do Brasil. Com ênfase principal no Brasil Holandês, época em que a área de Pernambuco foi conquistada pela Companhia das Indias e regida pelo Conde Mauricio de Nassau, o museu se divide em quatro grupos principais: Pinacoteca, Museu de Artes, Castelo de Armas e Livraria.

O complexo está instalado em uma área de 100.000 m2 em uma área de Recife, próxima ao Campus da Universidade Federal de Pernambuco.

Mantido pelo industrial, sem fins lucrativos, o Insituto foi montado a partir da coleção de objetos de arte reunidos em mais de 50 anos. Segundo o Industrial, tudo começou com um canivete que ele ganhou quando ainda era pequeno. 


2. - Pinacoteca



Com 1.200 m2, auditório para 100 pessoas e tecnologia de controle de temperatura e umidade, o espaço é adequado para receber exposições de grande porte e de alto nível de exigência de controles. O instituto já recebeu a exposição internacional "Albert Eckout volta ao Brasil" na inauguração do seu espaço. 




- Pinturas de Frans Post


Frans Janszoon Post foi um pintor dos Países Baixos que junto com Albert Eckhout integraram a comitiva do Conde Mauricio de Nassau, no século XVII, quando esse governou a região conquistada pelos holandeses a serviço da Companhia Neerlandesa das Indias Ocidentais. Frans Post pintava especialmente as paisagens brasileiras enquanto que Albert Eckhout reproduzia em seus quadros os habitantes da região. 

Frans Post foi então o primeiro paisagista do Novo Mundo e o Insituto Ricardo Brennand possui a maior coleção de suas obras, formada por 15 quadros que representam todas as fases de seu trabalho. 

Em torno do Brasil Holandês o Instituto está constituindo uma grande biblioteca e uma coleção de documentos, mapas e objetos relativos ao período. 








3. - Museu de Artes


a) - Gobelins


Os Gobelins são tapeçarias feitas em tecidos ricamente ilustrados com composições da Manufacture Nationale des Gobelins, na França, desde o século XVII e ainda hoje em funcionamento. 

Foram assim chamados em homenagem a Jean e Philibert Gobelin, tintureiros do século XV, cujas oficinas ficavam nas cercanias de Paris. A maioria dos palácios da nobreza européia utilizavam tapetes dos Gobelins em suas paredes. 

Algumas das tapeçarias de Gobelins, feitas no século XVII, retrataram o Brasil Colonial, com sua fauna e flora. Alguns desses tapetes estão em exposição no Instituto conforme mostrado abaixo.




Gobelin, com cenas mundanas de festas nos palácios

                                 Gobelin, retratando a fauna e flora brasileira



b) Objetos de época



Escrivaninhas, relógios, cômodas e imagens, são alguns dos objetos de época pertencentes à coleção do Museu. 









c) Esculturas


- Réplica de "O Pensador" de Rodin


O primeira peça de "O Pensador" foi realizada em torno de 1880 e mede  71,5 cm de altura.  Ela fazia parte de uma composição chamada " A portado inferno". A sua primeira exibição foi em Compenhague em 1888. 

Posteriormente, devido ao seu sucesso, Rodin produziu uma versão maior que foi concluida em 1902.  Cerca de 25 réplicas foram reproduzidas usando este molde, alguns durante a vida do escultor, outras posteriormente. 

Na entrada principal da Pinacoteca  está exibida uma réplica de "O Pensador" de Rodin produzida usando um molde do original. 




                                     Réplica de Rodin - Instituto Ricardo Brennand




- Outras  Esculturas







d)  Exposição Temporária - "O Julgamento de Fouquet" 










Nicolas Fouquet

Durante o seu reinado, Luís XIV conhecido como o Rei Sol, nomeou Fouquet como Superintendente das Finanças do Reino, o qual ocupou de 1648 a 1661. Nesse período, Fouquet restabeleceu a credibilidade das finanças do Reino mas, gozando de privilégios, multiplicou a ua fortuna tornando-se um dos homens mais ricos da França.
De olho no cargo de Fouquet, Jean Baptiste Colbert acusou-o junto ao Rei de peculato.  Em uma das festas realizada por Fouquet, para 600 pessoas, onde foram sorteadas armas aos cavelheiros e jóias para as damas, o Rei acabou se convecendo que as denúncias tinham fundamento.
Em 1661, Fouquet foi submetido a uma corte especial. Seu julgamento durou 03 anos e o fim ele foi condenado ao banimento da França com confisco de seus bens pessoais. Insatisfeito com o julgamento, Luís XIV trasnformou o banimento em prisão perpétua.




3. - Castelo São João - Sala de Armas


- Entrada Principal







- Sala de Armas











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