domingo, 11 de novembro de 2012

História de Manaus - Porta de Entrada do Amazonas

1. - O Brasil da Amazônia



Estima-se que quando  os europeus chegaram a Amazônia, ela já era habitada há cerca de 10 mil anos por grandes grupos indígenas de diferentes etnias. São muitas as dúvidas sobre o primeiro homem branco que chegou na foz do grande rio Amazonas. Alguns historiadores citam o espanhol Vicente Pizon, que teria navegado na região entre 1499 e 1500, até mesmo antes de Pedro Alvares Cabral aportar em Porto Seguro. Essa informação é controversa e não foi confirmada. O que temos  certo hoje, são os relatos de Gaspar de Carvajal,  sobre a expedição de Gonzalo Pizarro  e  Francisco Orellana entre 1539 e 1542.


rio amazonas - historia de manaus
Curvas do Rio Amazonas
historia de manaus - rio amazonas
Aldeias nas margens do rio


Gonzalo Pizarro havia saído do Peru em busca do reino do Eldorado, navegando o rio Coca e chegando extenuado na província dos índios Omágua. Pizarro ordenou a Orellana que descesse  o rio Napo, em companhia de 50 homens, entre eles o frade dominicano Gaspar de Carvajal, em busca de alimentos. Orellana não conseguiu voltar ao encontro de Pizarro, pois levado pelas correntes do rio ele venceu as 1800 léguas de viagem, do Napo ao Atlântico, e passou a história como o primeiro Europeu a percorrer o rio Amazonas desde quase a sua cabeceira, até a  foz no Atlântico.

historia de manaus - mapa do amazonas
Autor: Kmusser - trabalho usando "digital charter of world" - wikipedia
O relato de Carvajal assinala a existência de aldeias com grandes populações que "se estendiam por mais de cinco léguas sem separação de uma casa para outra, o que era coisa maravilhosa de se ver." Sua narrativa, que é analisada com reservas em alguns pontos, fornece informações importantes das populações primitivas da amazônia.


As Amazonas



historia de manaus - amazonas
amazonas guerreiras - plasticromia de Rosasco -
site: www.brasilcult.pro.br

 É dele o relato de um ataque à expedição feito por uma "tribo de mulheres ferozes que combatiam como capitães, armadas com arcos e flechas." Ainda segundo ele a rainha morava em meio a casas de adoração ao sol adornadas com ídolos feitos de ouro e prata." Segundo o que se firmou como lenda, nesse reino os homens só entravam uma vez por ano para cumprir a tarefa de reprodutores. Depois iam embora levando um amuleto chamado "muiraquitã, feito de pedra verde, quase sempre em forma de rã. Dos filhos que nasciam as meninas eram bem vindas, e os meninos entregues aos pais. 

Essa lenda era contada pelos índios da região e as guerreiras eram chamadas de Icamiabas. 





Os Rios da região amazônica:




Rio Negro:

O rio Negro é o rio que banha Manaus e é o maior afluente da margem esquerda do Amazonas. Nasce na Colombia, onde tem o nome de rio Guainia. Todo ano no período de degelo dos Andes, coincidindo com a estação de chuvas da Amazônia, o rio Negro sobe vários metros, tendo atingido o seu máximo nesse ano de 2012, chegando a 29,87 m acima do nível do mar. Normalmente essa variação anual é de cerca de 12 metros. 

Rio Amazonas:

O rio Amazonas é o segundo maior rio do mundo em extensão e o primeiro em volume de água. Ele nasce no Peru, em  área alta da parte ocidental da cordilheira dos andes, e deságua  no Oceano Atlântico, junto ao rio Tocatins no Delta do Amazonas. Ele penetra no território brasileiro com o nome de Solimões e,  em Manaus, após juntar-se com o Rio Negro, recebe o nome de Amazonas seguindo com esse nome até a sua foz.  Alguns dos seus principais afluentes são o rio Napo(e), Negro(e), Madeira(d), Tapajós(d), Xingu(d).




Cristobal de Acuna




Cerca de um século depois, Cristobal de Acuna, jesuíta espanhol que acompanhou a expedição de Pedro Teixeira do Quito ao Pará, escreveu o "Novo Descobrimento do Grande Rio Amazonas" confirmando em grande parte as narrativas de Carvajal principalmente a grande povoação da área. Ele cita: "São tão seguidas essas nações, que dos últimos povoados de umas, em muitas delas, se ouvem lavrar os paus nas outras, sem que tamanha vizinhança os obrigue a fazer as pazes, conservando perpetuamente contínuas guerras, em que cada dia se matam e se cativam inúmeras almas; desaguadeiro ordinário de tanta multidão, sem o qual já não caberiam naquela terra."

Dentre os povos que habitavam a região do atual Rio Negro, três se destacavam pelo elevado número populacional e influência ante os conquistadores: os Manáos, os Barés e os Tarumãs. Os Manáos constituíam o grupo étnico indígena mais importante da região, onde habitavam as duas margens do Rio Negro e possuindo população de cerca de 10 mil índios no século XVII, número avaliado após os primeiros violentos conflitos travados com os portugueses colonizadores. (fonte wikipédia)



vitoria regia - manaus
vitórias régias
historia de manaus - encontro das aguas
encontro das águas (Negro e Solimões)



    
historia de manaus - vila amazonica
Vila Amazonica


A maior parte dos países europeus não aceitavam o ajuste consagrado pela igreja católica no Tratado das Tordesilhas dividindo todas as terras descobertas e a descobrir, entre Portugal e Espanha. Entre os anos de 1580 e 1615 foi grande o assédio de ingleses, holandeses e irlandeses no Oiapoque, Xingu e delta do Amazonas, enquanto os franceses tomavam conta do Maranhão. 

Foi a partir de 1615, com a vitória dos portugueses contra os franceses no maranhão, que a coroa portuguesa redefine as estratégias de defesa e colonização do litoral norte do Brasil.  Foi em janeiro de 1616 que a expedição de Francisco Caldeira de Castelo Branco chega a foz do Rio Amazonas e se fixa na confluencia do Guamá com o Paruaçu, fundando o forte do presépio, marco inicial da Amazonia Colonial Portuguesa, e que se tornaria mais tarde a cidade de Santa Maria de Belém do Grão Pará.

2. - A fundação da cidade de Manaus



Intensificação da presença portuguesa




Como citado no parágrafo anterior, em 1637 o tratado de Tordesilhas já não era mais respeitado pelos portugueses.  O governador provisório do Maranhão e Grão-Pará, Jácomo de Noronha, apostou num feito grandioso para se legitimar no cargo que foi a conquista do rio Amazonas. Ele armou uma grande expedição e confiou o seu comando ao capitão Pedro Teixeira que fez a navegação no sentido do equador e Quito, fundando ali um povoado no encontro dos rios Napo e Aguarico e tinha como seu acompanhante o jesuíta Cristobal de Acuna. 

As áreas interiores da amazonia tornaram-se a enorme reserva de mão de obra escrava e de produtos extrativos que os delegados da coroa exploravam. A missão do Tarumã, fundada com o objetivo de catequisar os índios facilitava o objetivo dos colonizadores. 


Os portugueses se tornaram confiantes após a viagem de Pedro Teixeira e trataram de fortalecer a sua presença na região. Em 1669 foi fundado o Forte de São José da Barra do Rio Negro localizado na margem esquerda do rio Negro, na altura de sua confluência com o rio Solimões, onde ergue-se a atual cidade de Manaus. 



Capitania de São José do Rio Negro




Em 1750 com a subida de Dom José I ao trono de Portugal, o Conde de Oeiras , futuro Marques de Pombal, torna-se a maior autoridade do governo lusitano. Pombal, com a  intenção de consolidar os direitos de Portugal adquiridos com o Tratado de Madrid,  cria a capitania de São José do Rio negro, se reportando também, diretamente ao rei de Portugal.

Ao mesmo tempo em que elevava vários núcleos de colonização à categoria de cidades, Pombal expulsava os jesuítas de todo território nacional e estabelecia um novo Regimento definindo a nova política indigenista. A sede da capitania se localizava na aldeia Mariuá (atual Barcelos).



Desenvolvimento de Manaus



Em 1791, o governador Manuel da Gama Lobo D`Alamada, percebendo que o lugar da barra onde se situava o forte rio negro, era um ponto estratégico por se localizar na confluência dos rios Negro e Amazonas, transferiu para lá a  sede da capitania. O governador do Grão Pará, Souza Coutinho,  não gostou dessa decisão e desfez o ato em 1798 e a sede voltou para Barcelos em 1799. Foi somente em 1807/1808, que com a orientação do sucessor de Souza Coutinho, Dom Marcos de Noronha, que a sede da Capitania muda definitivamente para o Lugar da Barra.

Após a proclamação da independencia, a provincia do Rio negro não foi reconhecida como tal e ficou subordinada a capitania do grão pará. Foi somente após o levante de 22 de junho de 1832 que o Lugar da Barra proclamou a provincia do Rio Negro. A rebelião foi sufocada mas os amazoneneses conseguiram enviar um representante à Corte Imperial onde obteve num primeiro passo a criação da Comarca do Alto Amazonas. No período de 1835 a 1840 aconteceu a revolta da Cabanagem. Como o Amazonas manteve-se fiel ao governo imperial, ganhou como uma espécie de recompensa a sua  autonomia, tornando-se uma província autônoma no ano de 1850.   

Em 1848, a vila foi legalmente transformada em cidade com o nome de Cidade da Barra do Rio Negro. Somente em 4 de setembro de 1856 voltou a ter o seu nome atual, Manaus. 



historia de manaus - zona ribeirinha
Zona Ribeirinha - Manaus


Apenas em 1691 após várias expedições espanholas descerem o rio amazonas, foi que os portugueses decidiram criar um forte na foz do rio para proteger sua presença. Criaram então o forte do rio negro. 


3. - Os ciclos econômicos




     - Navegação a Vapor



       A região amazônica e a cidade da barra do rio negro era sempre vista como estratégica e de alto potencial. Entretanto os resultados do crescimento e geração de riquezas somente começaram a aparecer a partir de 1850 com duas decisões tomadas pelo imperador Dom Pedro II:
            a) A criação da Província do Amazônas
            b) Introdução da navegação comercial a vapor na  calha do rio Amazonas

Inicialmente a navegação a vapor foi liberada apenas para os países circunvizinhos, mas devido às pressões da imprensa e pelos políticos da região, em 07 de dezembro de 1866, Dom Pedro II baixou finalmente o decreto abrindo a navegação do rio Amazonas aos navios de todas as nações. 


      - O ciclo da Borracha - Prosperidade e decadência




Foi com a introdução do processo de vulcanização, patenteado por Charles Goodyear em 1844, que começou o aumento da demanda no mercado internacional pela borracha. Em 1853 esse item já figurava como um item em crescimento na região, mas que gerava preocupações pelo desvio da mão de obra que começava a faltar no setor da agricultura.

A partir de 1880 às exportações já haviam se multiplicado por sete. Foi então de 1880 a 1912 que a região amazônica viveu o seu período de ouro nas oportunidades de crescimento e foi durante essas três decadas que se construiu praticamente toda a infra-estrutura da cidade que vemos até hoje. 
Teatro Amazonas

Teatro Amazonas é uma das amostras mais significativas do apogeu da região vivido no ciclo da borracha.  Foi construído segundo o projeto arquitetônico do Gabinete Português de Engenharia e Arquitetura de Lisboa. Profissionais das mais diversa categorias como arquitetos, pintores e escultores, vieram da Europa para participação na obra. A área mais luxuosa do teatro  é o salão nobre que ficou ao encargo de Domênico de Angelis, artista italiano. O teatro foi inaugurado no dia 31 de dezembro de 1896 contando com uma capacidade em torno de 600 lugares. 




historia de manaus - teatro amazonas
Plateia e camarotes - Teatro do Amazonas
historia de manaus - teatro amazonas
Salão Nobre - Teatro do Amazonas




historia de manaus - alfandega
Alfândega


 historia de manaus - palacio rio negro
Palácio do Rio Negro
historia de manaus - igreja são sebastiao
Igreja de São Sebastião

A partir de 1914 com o início da I guerra mundial e com o surgimento de seringais produtivos em várias partes do mundo, o amazonas viu despencar o seu vigor econômico. Uma sobrevida ainda ocorreu durante a II guerra mas as novas tecnologias de produção de pneus já demandava muito menos o uso do latex e a sua extração perdeu a importancia.   

     - A zona franca e o novo renascimento


Foi no governo militar do General Castelo Branco, que iniciou-se a Operação Amazônia, destinada a levar o desenvolvimento para a região. Foram os ministros Roberto Campos do Planejamento, Octavio Bulhões da Fazenda, e João Gonçalves de Souza, da Coordenação de Organismos Regionais, que entregaram para o Presidente a exposição de motivos que deu origem ao Decreto Lei 288, de 28 de fevereiro de de 1967 instituindo a Zona Franca de Manaus. 

Inicialmente criada como uma área de livre comércio, de importação e exportação e de incentivos fiscais especiais, no início uma grande movimentação comercial tomou conta da cidade.


Com a crise cambial dos anos 70 algumas restrições a livre importação tiveram que ser feitas. Após isso a zona franca teve que se reinventar e os incentivos se voltaram para a produção de equipamentos com incentivo a importação de peças e componentes. Hoje a zona franca é o pricipal polo produtor do país de televisores, aparelhos de som em geral, computadores, ...,.



historia de manaus - porto da zona franca
Porto da Zona Franca

4. - A mata e a população ribeirinha


A cidade de Manaus foi fundada às margens do rio negro. Como citado anteriormente, esse rio tem ciclos de variação do nível das águas que variam em torno de 12 metros. Portanto, as casas proximas ao rio tem que ser construídas no estilo palafita, ou seja, apoiadas em estacas que suportem essa variação das águas. O próprio porto de Manaus é um porto flutuante cujo piso para carga e descarga se adapta de acordo com o nível das águas.


historia de manaus - casas flutuantes
Casas flutuantes
historia de manaus - mercado da panair
mercado da panair
historia de manaus - transporte de passageiros
Transporte de Passageiros
historia de manaus - zona ribeirinha
Zona ribeirinha do porto

Uma outra informação importante, é que devido a maior acidez do rio negro, ele não é muito propício à vida marinha, portanto as atividade de pesca se desenvolvem mais a partir do encontro das águas, nos rio Solimões e no próprio rio Amazonas. Nas margens desse rio é onde estão estabelecidas a maior parte da população ribeirinha. 

5. - O turismo ecológico


Manaus é o décimo destino mais procurado para turismo no Brasil.  Tem  cerca  de  1,8 milhão de habitantes. Como é a região do planeta onde se encontra maior diversidade de espécies é natural que ela seja procurada por turistas do mundo todo com a finalidade de conhecer essa imensa reserva natural. 

O turismo é então focado em três vertentes principais:
- Viagens pelo rio, explorando a riqueza das águas e visitando a floresta em seu redor. Para isso existem passeios com hospedagens nos navios, 
- Hospedagem em hotéis nas matas e/ou nas beiras do rio, com focos em passeios para conhecer a fauna e flora mas sempre voltando a base no hotel
- Conhecimento do centro histórico de Manaus com visitas e passeios mais curtos para o encontro das águas, visita às vegetações típicas da região.


- Hotéis na mata e no rio.



Área Social do Ariaú Hotel

caminho suspenso
Suíte na àrvore
Área de reuniões suspensa para tempos de cheia
Área de chegada


O hotel Ariaú, mostrado nas fotos acima foi o precusor do desenvolvimento desse conceito de hospedagem ecológica.

O encontro das Águas



historia de manaus - encontro das águas
Encontro das Águas
historia de manaus - encontro das aguas
Encontro das Águas
Uma das belezas mais tradicionais da região é o encontro das águas do rio Negro com o rio Solimões. Devido a diferença de composição química, acidez, e velocidade e temperatura as águas dos dois rios, eles conseguem correr lado a lado sem se misturar por uma extensão de quase 06 km. 



Passeios na Floresta (de barco ou caminhando)



Mais de um terço de todas espécies do mundo vivem na floresta amazônica. Quando a região está no período de cheia, os passeios para conhecer a vegetação são feitos de barco. No período de seca os passeios são realizados por caminhada.


Passeio na floresta - Vitoria Régia
Passeio na Floresta
   

                     
                                 Vitória-Régia

A vitória-régia é uma planta aquática típica da região amazônica. Ela possui uma grande folha em forma de círculo, que fica sobre a superfície da água, e pode chegar a ter até 2,5 metros de diâmetro e suportar até 40 quilos distribuídos na sua superfície. Sua flor pode ser de várias cores sendo branca a mais comum. O seu fundo é repleto de espinhos, sendo estes a defesa natural da planta.  



nativo com Vitória Régia

O boto cor de Rosa

Uma outra grande atração nos passeios da região amazônica é ver ou alimentar um boto cor de rosa.  Nativo da região amazônica é bastante parecido com os golfinhos de quem deve descender.

boto cor de rosa - fotolia: @quentermaus



6. - Lenda - O boto


    Ser mitológico que seduz as moças ribeirinhas. Ser encantado que aparece nas primeiras horas da noite e tem poder de transformar-se em gente. 

boto cor de rosa - fotolia: @quentermaus
    No Amazonas temos o boto tucuxi, o  boto-cor-de-rosa também chamado de boto vermelho.
     Conta a lenda que o boto costuma perseguir as mulheres que viajam pelos rios e inúmeros igarapés; às vezes, tenta virar a canoa em que elas se encontram.
     O boto é um ser encantado dos rios. Transformando-se num belo rapaz, vestido de branco e portando um chapéu, para esconder o furo no alto da cabeça, por onde respira, se lhe pedirem que tire o chapéu o furo aparece e logo ele é desmascarado. 

O boto percorre as vilas e povoados ribeirinhos, frequenta as festas e seduz as moças, quase sempre as engravidando.
    Transformado em homem, o boto anda sempre em cima dos paus derrubados nas beiradas dos rios; tem preferência pelos buritizeiros. Nas festas onde aparece procura dançar com as cunhãs bem jovens. As mais bonitas com elas sai para um passeio ao luar e elas sempre engravidam. Logo após o encontro o boto desaparece. Por isso ele é tomado por pai de todas as crianças que nascem sem pai conhecido.
    Os índios dizem que o boto é o deus dos rios e protetor dos peixes e gostam muito de se divertir. Por essa razão, não perdem uma festa onde se transformam em homens.
    Quando chega a noite, os botos saem da água e vão passear na cidade. Entram nos lugares que acham mais interessantes. Entretanto, antes de amanhecer, os botos tem que voltar para a água, pois à meia noite, onde quer que eles se encontrem, eles se transformam novamente em boto. 


O deus dos rios e protetor dos peixes que aparece em forma de boto e  se transforma em  um belo rapaz também conhecido por Uauiara.  


7. - Manaus atual



Praia de Ponta Negra
historia de manaus - Centro
Centro de Manaus
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Porto de Manaus
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Rua principal - centro de Manaus

Além do tradicional centro histórico e da região portuária, Manaus tem se desenvolvido fortemente em direção a região de Ponta Negra. Hoje é grande a movimentação da construção civil para a transformação da região na melhor área residencial da capital amazonense.  


8. Informações Úteis


Quando ir

- Época de Chuvas: Abril a Junho
- Època de Seca:    Julho a Outubro 

Como chegar em Manaus:

Do sudeste a  maioria dos voos tem conexão em Brasilia. De São Paulo direto para Manaus, a duração do vôo é cerca de 04 horas. De Brasília para Manaus, a duração é de cerca de 03 horas. 

Fuso Horário: Manaus normalmente é 01 hora atrasada em relação ao horário oficial de Brasília. Na época em que temos horário de verão em Brasília, essa diferença sobe para 02 horas.


Onde ficar: Hoteís em Manaus

Centro: Go-Inn - Melhor opção para viagem turística conhecendo o centro, ponta negra e passeio no rio. Maiores informações em www.atlanticahotels.com.br/GoInnManaus  ou pelo site www.booking.com   

Ponta Negra: Hotel Tropical - Melhor opção para hospedagem com família. Visite o site http://www.tropicalmanaus.com.br/

Floresta: Ariaú - O mais tradicional dos hoteis de floresta com uma bela arquitetura. Informações no site: http://www.ariau.tur.br/

O que fazer:

Os passeios obrigatórios de Manaus são:

1. - Centro: Visita ao teatro da Amazônia (se possível assista um concerto à noite), Igrejas de São Sebastião e Catedral, visita ao porto, ao mercado de peixes. Visita ao museu do Índio, Casa do Barão da Borracha, ...,.

2. - Passeio do encontro das águas, passeio na floresta, almoço no restaurante flutuante e se possível encontro com os botos.

3. - Passeio pela Ponta Negra, Hotel Tropical e visita em um hotel de floresta (Ariaú, Jungle Palace, ...)

Obs: existe ainda opção de passeio que visita o hotel Ariaú, e outro que visita o museu do seringal com duração de uma dia. 

Quem leva:

   -  A Amazon Explorers faz todos os tipos de passeio e pode ser contactada no site
http://amazonexplorers.tur.br/.

Obs: Se você estiver em Manaus pode procurar diretamente o balcão da Amazon Explorer, no porto de Manaus para adquirir algum passeio. 

O que comer:

O forte de Manaus são os peixes de rio. Os mais famosos são o Pirarucú, Tambaqui e Tucunaré. O prato mais famoso é a Costela de Tambaqui Assada o qual reproduzimos a receita.

Costela de Tambaqui Assada

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costela de tambaqui assada

Receita do site "Tudo Gostoso" em http://tudogostoso.uol.com.br/receita/3412-assado-de-costeleta-de-tambaqui.html

Ingredientes: 

  • 1/5 kg costeletas de tambaqui separadas
  • 2 unidades de limões
  • 2 unidades de cebolas
  • 2 unidades de alho picado
  • 1/2 unidades maço, coentro picado
  • 1/2 unidades maço, cebolinha verde picada
  • 1/2 maço de salsa picada
  • 2/5 xícara de azeite de oliva
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • Farinha de mandioca branca crua, a gosto



MODO DE PREPARO

  1. Limpar as costeletas e regar com o suco de 1 limão
  2. Deixar escorrer o excesso de limão
  3. Em um processador de alimentos, colocar o alho, 1 cebolas picada, as cebolinhas, o coentro, a salsinha, sal e pimenta-do-reino
  4. Processe até formar uma pasta
  5. Coloque 1 xícara de azeite e o suco do outro limão e processe por mais 1 minuto
  6. Tempere as costeletas com esse tempero e deixe marinar por 1 hora ou mais dentro da geladeira
  7. Pré-aqueça o forno
  8. Forre uma forma com papel alumínio
  9. Retire o excesso de tempero do tambaqui e reserve
  10. Arrume o peixe na forma e regue com 1 xícara de azeite
  11. Leve ao forno, mas tome cuidado para não secar demais
  12. Se necessário adicionar água quente, durante o cozimento
  13. Refogue a marinada do tambaqui em 1/2 xícara de azeite, e em seguida misture com 2 litros de água quente e junte sal a gosto
  14. Junte a farinha de mandioca aos poucos, sem para de mexer até obter um pirão cozido e não muito duro
Sorvetes:

Não deixe de experimentar também os sorvetes e sucos de frutas tropicais como Cupuaçú, Açaí, Tapeba na Sorveteria Glacial em frente do Teatro Amazonas.


9. Referências


- O Amazonas em Três Momentos - Etelvina Garcia
- Raízes da Amazônia / Lendas - Wilma dos Reis Praia
- Notas de Viagem
- Wikipedia - Manaus, Amazonia e Vitória Régia

2 comentários:

  1. Com certeza uma região muito rica e com muito a se conhecer. Lêda

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    1. O volume do rio e da selva, a variedade de peixes, e a logística de transporte, toda feita pelo rio, é o que chama mais atenção.

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